A briga pelo mercado financeiro digital acaba de ganhar um novo capítulo emocionante com a ofensiva da Revolut. A gigante britânica está acelerando seu processo de expansão global para consolidar sua presença no continente americano.
Com o objetivo de bater de frente com o Nubank, a fintech já garantiu licenças importantes em países vizinhos e agora volta seus olhos para o Brasil. A meta é se tornar uma das três maiores instituições em todos os mercados onde atua.
O movimento faz parte de um plano ambicioso para atingir a marca de 100 milhões de usuários ativos em cerca de 100 países diferentes, conforme divulgado pelo Estadão.
A estratégia da Revolut para obter a licença de banco múltiplo no Brasil
Atualmente, a Revolut opera em solo brasileiro como uma Sociedade de Crédito Direto (SCD) desde 2023, mas os planos são muito mais audaciosos. A instituição já iniciou discussões preliminares para eventualmente obter a autorização para atuar como banco múltiplo.
Diferente de seu principal rival, o Nubank, que conquistou a licença brasileira após comprar o Banco Porto Real de Investimentos, o banco digital europeu deve optar pela via orgânica. Isso significa construir sua própria autorização regulatória do zero.
Domínio nas Américas e o duelo estratégico com o Nubank
A expansão não se resume ao Brasil, pois a empresa obteve licenças bancárias completas no México e na Colômbia recentemente. Além disso, a Revolut aguarda o aval final de reguladores dos Estados Unidos e do Peru para ampliar sua rede de atuação.
Na Argentina, o ingresso ocorreu por meio da compra das operações locais da francesa Cetelem. Essa capilaridade cria um efeito de rede que atrai clientes que transitam entre diferentes países, acelerando o crescimento da base de usuários na Europa e nas Américas.
Valuation bilionário e planos para a abertura de capital
Avaliada em impressionantes US$ 115 bilhões em uma rodada privada, a Revolut vive um momento financeiro sólido. O fundador, Nikolay Storonsky, sinaliza que o banco pode abrir o capital (IPO) por meio de uma listagem dupla em Nova York e em Londres.
Segundo o chefe de crescimento da América, Ignacio Zunzunegui, a empresa já é lucrativa. “Nós temos uma companhia já saudável e lucrativa, não precisamos de capital de fora para crescer”, explicou o executivo sobre os próximos passos da gigante financeira.
A fonte original desta notícia é o Estadão, que detalhou os próximos passos da fintech na região e no mundo. Confira a matéria original completa em: Estadão | Revolut avança em licenças bancárias e acelera expansão na América







