Os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho Júnior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), todos pré-candidatos à Presidência da República pelo PSD, revelaram em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, quais seriam as primeiras medidas de governo caso um deles seja eleito.

Eduardo Leite afirmou que pretende propor o fim da reeleição para cargos do Executivo como um dos primeiros atos de seu eventual governo. Segundo ele, a medida ajudaria a reduzir a polarização política e a criar um ambiente de maior diálogo no país.

“Eu não tenho ambição de fazer com que os brasileiros pensem da mesma forma. Eu não quero que os brasileiros se unam no mesmo pensamento político, e sim no mesmo propósito”, disse o governador gaúcho, ao criticar o atual clima de polarização política no Brasil.

Leite afirmou ainda que enviaria ao Congresso uma proposta de emenda constitucional logo no início do mandato.

“Eu, para poder criar um melhor ambiente, mandaria imediatamente no início do governo uma emenda para acabar com a reeleição do presidente da República. Me ajudem a fazer as transformações que o país precisa. Não olhem para mim como um obstáculo para a próxima eleição”, declarou.

Ratinho Júnior, por sua vez, defendeu a descentralização das decisões do governo federal e afirmou que encaminharia ao Congresso uma proposta de emenda à Constituição para permitir que os estados legislem sobre crimes contra a vida.

“Eu defendo a descentralização do Brasil. Acho que um grande erro do país, não só na segurança pública, mas em diversas áreas, é a centralização do poder em Brasília. Estou convencido de que você não conserta o Brasil apenas com decisões tomadas na capital, mas com mais autonomia para estados e municípios”, afirmou o governador do Paraná.

Já Ronaldo Caiado disse que sua primeira medida seria apresentar uma proposta para que o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam reconhecidos oficialmente como organizações terroristas.

A proposta segue linha semelhante à defendida recentemente pelo governo dos Estados Unidos. Durante a entrevista, Caiado também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem acusou de se opor à classificação das facções.

“Essas facções se apoderaram de tal maneira das estruturas de poder que hoje parecem inatingíveis. Muitos governantes pensam: ‘Vou mexer com isso? Vou sair do governo e ficar na mira desse pessoal’. Isso acontece porque existe um governo federal sendo complacente e conivente com as facções”, afirmou.

Apesar da melhora, os médicos relatam que os marcadores inflamatórios do ex-presidente estão elevados, o que levou à ampliação da cobertura de antibióticos.

Folhapress | 11:48 – 15/03/2026

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política

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