Em uma coluna lançada no Dia da Mentira, o economista Pedro Fernando Nery propôs um novo ranking que coloca o Brasil como o “melhor país do mundo”. O autor questiona a confiabilidade dos dados do IBGE, citando dúvidas sobre desemprego, inflação e pobreza, e sugere que a substituição de Márcio Pochmann seria benéfica para “embelezar a realidade”.
Nery criou o chamado “Índice Brasil”, inspirado no Happy Planet Index, e combinou quatro variáveis: expectativa de vida, satisfação com a vida, emissões de CO₂ e capacidade de defesa. Segundo ele, o Brasil lidera esse ranking, seguido por Paquistão e Vietnã, enquanto países pequenos como Nicarágua e Honduras foram excluídos para evitar distorções.
O autor ainda aponta que a Costa Rica, campeã do Happy Planet Index, serviu de inspiração por não ter exército, mas reconhece que a defesa é essencial para países grandes. Ele afirma que, ao calibrar os parâmetros, o Brasil supera nações desenvolvidas como Suécia e Espanha, criando o que chama de “IDH do Sul Global”.
Por que Nery critica o IBGE e propõe trocar Márcio Pochmann
Na introdução da coluna, o economista diz: “Alguns leitores não acreditam mais nos dados do IBGE: o desemprego, a inflação, a pobreza foram manipulados”. Ele reforça a confiança nos números oficiais, mas argumenta que, para melhorar a percepção, seria necessário substituir o presidente do instituto, Márcio Pochmann.
O conceito do Índice Brasil
O índice combina quatro pilares:
- Expectativa de vida: medida de prosperidade.
- Satisfação com a vida: indicador de felicidade.
- Emissões de CO₂: parâmetro de sustentabilidade.
- Defesa: avaliação da segurança nacional.
Segundo Nery, ao calibrar esses fatores, o Brasil ocupa a primeira posição, enquanto a Costa Rica, apesar de liderar o Happy Planet Index, ficou de fora por não possuir forças militares.
Comparações internacionais e críticas ao ranking tradicional
Nery critica índices como o IDH tradicional por negligenciarem o impacto ambiental e a capacidade de defesa. Ele argumenta que países como os Estados Unidos têm “economia ineficiente” porque altas emissões reduzem a qualidade de vida per capita.
Repercussões e intenção da coluna
A proposta foi feita como uma brincadeira de 1º de abril, mas o autor admite que “o exercício de conformismo não cai mal” e que, caso fosse adotado, poderia causar “um estrago no IBGE”. O texto conclui que o Brasil não será invadido, não destrói o clima e oferece vidas relativamente longas e felizes.
Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







