A Raízen, uma das maiores potências do setor de energia e biocombustíveis no Brasil, encerrou o último trimestre do ano-safra 2025/26 com números que chamaram a atenção do mercado financeiro nacional.

O cenário de endividamento da companhia atingiu patamares elevados, exigindo a implementação imediata de estratégias de reestruturação para garantir a continuidade das operações e a saúde do caixa.

Para enfrentar este momento desafiador, a empresa conta com um robusto plano de recuperação que envolve investidores internacionais e renegociação com credores, conforme divulgado pelo Estadão.

O impacto da dívida bilionária na operação da Raízen

A dívida líquida da Raízen fechou o período de 1º de janeiro a 31 de março de 2026 em expressivos R$ 58,229 bilhões. O montante representa um crescimento de 69,9% em relação ao ano anterior.

Como consequência direta desse aumento, a alavancagem da empresa, que mede a relação entre a dívida e o seu potencial de geração de caixa (Ebitda), saltou de 3,2 vezes para 5,2 vezes no comparativo anual.

Apesar da pressão financeira, a administração da companhia destacou que o indicador de alavancagem apresentou uma leve estabilidade em relação ao trimestre anterior, beneficiado pela melhora operacional nos últimos meses.

O plano de recuperação extrajudicial e o aporte da Shell

Para equilibrar as contas, a Raízen protocolou um plano de recuperação extrajudicial que já possui o apoio de mais de 80% dos seus credores, visando uma estrutura de capital mais sustentável no futuro.

Um dos pontos centrais dessa estratégia é o aumento de capital de R$ 3,5 bilhões que será realizado pela Shell. O plano também prevê a conversão de 45% das dívidas em participação acionária direta.

Os 55% restantes dos créditos serão refinanciados por meio da emissão de novos títulos de dívida, permitindo que a gigante do setor de energia mantenha suas atividades essenciais sem interrupções bruscas.

Estratégias para ampliar a liquidez e desinvestimentos

Além do suporte dos acionistas, a companhia informou que está focada em medidas para reduzir desembolsos. Isso inclui a segregação de ativos e o avanço acelerado em sua agenda de desinvestimentos planejados.

A expectativa da administração é que essas movimentações, somadas a reorganizações internas, gerem um impacto financeiro positivo de cerca de R$ 12 bilhões para a posição de caixa da empresa nos próximos anos.

Deste total, aproximadamente 40% já foram capturados pela Raízen. O restante do valor depende agora da conclusão da venda de ativos estratégicos localizados na Argentina e de novos ajustes no portfólio de negócios.

A fonte original é o Estadão e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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