O cenário político em Goiás está sob forte tensão após a revelação de movimentações financeiras bilionárias envolvendo uma instituição investigada. O caso levanta suspeitas sobre a gestão de recursos públicos.

Relatórios do Coaf indicam que a Agência de Fomento de Goiás repassou valores que somam R$ 1,36 bilhão para a BK Bank, fintech suspeita de atuar para uma facção criminosa influente no país.

As transações ocorreram durante os mandatos de Ronaldo Caiado, que deixou o governo estadual recentemente para focar em sua candidatura à presidência, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Entenda a relação entre o Governo de Goiás e a fintech investigada

A Agência de Fomento de Goiás, que possui o Estado como acionista majoritário, realizou repasses massivos à BK Instituição de Pagamento entre 2021 e 2025. Esse montante era destinado a benefícios sociais.

Segundo a gestão estadual, o dinheiro abastecia cartões de aproximadamente 880 mil beneficiários de programas de transferência de renda. A fintech recebia taxas de até 6% sobre as operações no comércio.

O papel da BK Bank na Operação Carbono Oculto

A Polícia Federal e o Ministério Público apontam a BK Bank como peça central na Operação Carbono Oculto. A empresa é suspeita de operar contas,bolsões para dificultar o rastreio de dinheiro ilícito.

O Coaf identificou que a instituição oferecia estrutura para empresas de fachada, especialmente do setor de combustíveis, movimentarem recursos sem transparência, configurando um suposto banco paralelo.

Posicionamento oficial do Governo de Goiás

Em nota oficial, o governo goiano afirmou que a contratação ocorreu via procedimento regular em 2020. Na época, a fintech tinha autorização do Banco Central e operava com órgãos como Correios e Serpro.

A gestão ressaltou que: “A GoiásFomento não realizou novas transações financeiras com a BK Bank após agosto de 2025”. Medidas judiciais foram tomadas para resguardar o interesse público e evitar prejuízos.

Rastros financeiros e fiscalização do Coaf

Relatórios técnicos indicam indícios de lavagem de dinheiro e movimentações incompatíveis com o faturamento da fintech. Ao todo, 22 comunicados bancários mencionam as transações da agência goiana.

Apesar de outras prefeituras e órgãos públicos terem utilizado a BK Bank, o volume de recursos da agência de fomento goiana se destaca no relatório do Coaf como o maior entre os entes públicos citados.

A fonte original deste conteúdo é o Notícias ao Minuto Brasil e pode ser acessada em: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2385300/governo-caiado-movimentou-r-1-3-bi-com-fintech-suspeita-em-goias?utm_source=rss-politica&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed

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