A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) entra em sua fase decisiva nesta semana. Com a escolha da Equatorial como investidora estratégica, a operação tem potencial para movimentar cifras entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, consolidando um dos maiores processos de desestatização do setor no país.

Este desfecho coloca fim a uma jornada iniciada em setembro do ano passado, sob a gestão do governador Romeu Zema. O movimento é considerado a segunda maior venda de ações do setor de saneamento na bolsa brasileira, ficando atrás apenas da Sabesp, privatizada em 2024, conforme divulgado pelo Estadão.

O cenário para a estatal mineira mudou drasticamente durante o processo. De acordo com os dados apresentados, a ação da empresa valorizou 108% desde o início das movimentações legislativas, saltando de um valor de mercado de R$ 11,4 bilhões para cerca de R$ 22,8 bilhões.

O peso da Equatorial e a nova estrutura acionária

A estratégia prevê que o Estado de Minas Gerais reduza sua participação de aproximadamente 50% para apenas 5% na companhia. A Equatorial, por meio da Gerais Saneamento, garantirá uma fatia de 30% da empresa, em um investimento estimado em R$ 6 bilhões.

O restante das ações está sendo ofertado ao mercado ao longo desta semana. A definição do preço final dos papéis deve ocorrer no próximo dia 11, encerrando um ciclo de expectativas que envolve grandes instituições financeiras como BTG Pactual, Itaú BBA e Bank of America.

Atratividade e expansão no saneamento

A Copasa se posiciona como uma das plataformas de saneamento mais relevantes ainda disponíveis no país. A empresa atende quase 12 milhões de clientes em 636 municípios, o que representa cerca de 75% de todo o território de Minas Gerais, com contratos de longo prazo.

Análise do mercado e cautela

Para especialistas, o mercado já precificou parte do otimismo gerado pela privatização. O analista da Genial Investimentos, Vitor Sousa, pontua que valorizações futuras dependerão da capacidade da companhia em acelerar investimentos e converter ganhos operacionais em resultados reais.

Desafios no cronograma da privatização

O caminho até aqui não foi linear. A oferta enfrentou um revés inicial após a insatisfação do governo mineiro com as propostas recebidas anteriormente. Com a saída de outros interessados, como a Aegea e a Sabesp, a Equatorial acabou se tornando o nome central para consolidar a operação.

A fonte original desta matéria é o Estadão, que você pode conferir na íntegra através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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