A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta sexta-feira, 6, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia por injúria e calúnia dirigidas ao comandante do Exército, general Tomás Paiva.

Em abril, Malafaia promoveu um ato em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, pedindo pela anistia dos condenados pelo 8 de Janeiro. Em um carro de som na Avenida Paulista, o pastor dirigiu críticas aos generais do Exército.

“Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”, gritou ao microfone.

A PGR também sustenta que Silas Malafaia afirmou que oficiais do Exército teriam cometido crime militar, mesmo sem haver prova disso. Depois, o pastor publicou as declarações nas redes sociais, o que ampliou a divulgação do posicionamento dele.

A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em 18 de dezembro. Caso o parecer seja aceito pela Primeira Turma do STF, Malafaia passará à condição de réu no processo.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Corte e pode se estender até o dia 13 de março. O julgamento foi pautado pelo ministro Flávio Dino, após pedido do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.

Nos últimos anos, Malafaia organizou manifestações em apoio a Jair Bolsonaro, criticou decisões do Supremo e defendeu a concessão de anistia a investigados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.

Diálogos mencionam casa em Miami que seria ‘melhor que a de Neymar’ e ideia de convidar filha de Trump para o Carnaval do Rio; investigadores encontram conversas no celular sobre viagens, compras, encontros políticos e planos para atacar adversários

Folhapress | 09:45 – 06/03/2026

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política

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