O bolso do brasileiro teve um breve respiro nos últimos meses com a queda nos preços dos alimentos, mas o cenário pode mudar em breve. A deflação de junho e julho ajudou a segurar o índice oficial.

Especialistas indicam que essa tendência de queda pode estar chegando ao fim agora em agosto. A virada no custo de produtos essenciais começa a ser percebida no atacado e chegará logo às prateleiras.

Essa movimentação é acompanhada de perto por investidores e pelo Banco Central, pois impacta diretamente nas decisões sobre os juros no Brasil, conforme divulgado pelo Estadão.

A trégua nos preços dos alimentos e o impacto na economia

O que aconteceu com a inflação nos últimos meses?

A surpresa com a queda dos produtos agropecuários levou investidores a precificar cortes de juros, endossando as últimas decisões do Copom, a despeito das incertezas no cenário doméstico.

Em junho e julho, conforme o IBGE, o item alimentação no domicílio do IPCA registrou deflação de 0,39% e de 1,14%, respectivamente, representando um alívio muito mais intenso que o esperado.

No ano passado, a queda em julho foi bem menor, de apenas 0,33%. Sem essa deflação atual nos alimentos, a alta de 0,07% do IPCA em julho teria sido bem maior, chegando aos 0,25%.

A virada de chave em agosto e o setor agropecuário

Agosto pode marcar a virada no custo de produtos agropecuários, como mostram as prévias do IGP-M, da Fundação Getulio Vargas, resultando em maior pressão futura para o consumidor final.

O preço da batata,inglesa no atacado caiu quase 30% no mês passado, enquanto o do tomate recuou mais de 36%. Porém, esse quadro de alívio sazonal intenso deve mudar rapidamente para as famílias.

O economista Fabio Romão projeta avanço de 0,42% no IPA-M em agosto, puxado por alta de 2,02% nos agropecuários. O IGP-M deve subir 0,36%, após a forte deflação de 1,16% vista em julho.

“As altas esperadas nos preços de frutas, carnes, cereais, leguminosas e oleaginosas, como o arroz, sinalizam que o período mais intenso de quedas ficou para trás”, afirma o especialista Fabio Romão.

O alívio temporário na conta de luz e o futuro

Apesar da pressão nos alimentos, o alívio na inflação deste mês virá de outros fatores externos. O bônus de Itaipu ajudará a reduzir as contas de energia elétrica para toda a população brasileira.

Romão prevê uma leve queda de 0,04% no IPCA de agosto, mas alerta que, a partir de setembro, a pressão sobre os preços de alimentos voltará a preocupar o planejamento financeiro das famílias.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode ler a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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