Escolher o nome de um bebê parece uma decisão puramente emocional, mas a ciência econômica sugere que há muito mais em jogo. O registro civil pode revelar padrões sociais surpreendentes.

A maneira como os brasileiros batizam seus filhos segue ciclos de tendências que migram entre diferentes faixas de renda, influenciando até mesmo as oportunidades futuras de trabalho.

Essa relação entre nomes e status social ajuda a prever trajetórias educacionais e profissionais de forma surpreendente, conforme divulgado pelo Estadão.

A economia por trás da escolha dos nomes no Brasil

A escolha do nome de um bebê vai muito além do gosto pessoal dos pais, envolvendo fatores econômicos profundos. Há cerca de vinte anos, o livro Freakonomics já explorava como esses padrões funcionam.

Segundo o colunista Pedro Fernando Nery, nomes que são populares entre as famílias mais ricas em um período costumam ser adotados pelas classes mais baixas alguns anos depois, em um ciclo contínuo.

A diferença entre nomes tradicionais e estrangeirismos

Estudos do economista Lucas Sccotini mostram que as classes altas preferem nomes de origem portuguesa e grafia simples. Exemplos comuns nesse grupo social incluem nomes curtos e tradicionais como Miguel e Davi.

Já entre as famílias de menor renda, é comum a influência da língua inglesa e variações gráficas. O nome Miguel, por exemplo, surge como Maicon, enquanto Davi ganha versões como David, muitas vezes usando a letra y.

O nome como indicador de trajetória profissional

A pesquisa aponta que o primeiro nome pode ajudar a prever o desempenho educacional e o sucesso no mercado de trabalho. Isso ocorre porque o nome está diretamente ligado ao status e ao histórico da família.

“O nome está correlacionado com o status daquela pessoa e o background de renda e educacional que a sua família tem”, afirma Nery. Essa marca social acaba acompanhando o indivíduo durante toda a sua carreira.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo e pode ser lida em: https://www.estadao.com.br/economia/pedro-fernando-nery/como-os-brasileiros-escolhem-os-nomes-de-seus-filhos-a-economia-ajuda-a-explicar/

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