Em meio à instabilidade global, o Brasil surge como destino irresistível para investidores estrangeiros. A Bolsa brasileira quebra recordes consecutivos, enquanto o real ganha força contra o dólar. Fluxos bilionários chegam à B3, sinalizando confiança no mercado local.

Veículos internacionais destacam o país como porto seguro, com entradas superando expectativas. Em janeiro de 2026, estrangeiros injetaram R$ 26,31 bilhões em ações, mais que todo o ano anterior. O Ibovespa valorizou 13%, maior alta mensal desde 2006. Conforme divulgado pelo Estadão.

Especialistas apontam para um potencial elevado, mas alertam para obstáculos estruturais. O mundo vê o Brasil com otimismo cíclico, impulsionado por commodities e liquidez, mas cobra soluções para baixa produtividade e juros altos.

Fluxo Recordista de Capitais Estrangeiros Impulsiona a B3

Investidores estrangeiros colocaram mais de R$ 33 bilhões em ações brasileiras até fevereiro de 2026, superando os R$ 25,4 bilhões de todo 2025. O Brasil lidera captações em emergentes, com US$ 511 milhões só na última semana em fundos de ações.

Marcelo Okura, do UBS, prevê pelo menos R$ 45 bilhões no ano, graças à diversificação para fora dos EUA. Ações de Vale, Petrobras e bancos concentram os aportes, em setores estratégicos e consistentes.

Elos Ayta reforça: o movimento reflete reavaliação de risco e valuation atrativo da bolsa brasileira, especialmente em setores tradicionais.

Visão Externa: Potencial Elevado, Mas Desafios Estruturais Persistem

A narrativa dominante no exterior é cíclico-financeira: Brasil com juros elevados, exposição a commodities e sensibilidade ao dólar. Todos convergem em três pontos: baixa produtividade por ineficiência tributária e regulação complexa; risco fiscal elevando juros; e potencial via energia limpa, agronegócio e sistema financeiro sólido.

Divergências existem. Estruturalistas veem potencial bloqueado por fragilidades. Mercadistas o tratam como tático e cíclico. Outros notam construção gradual, com reformas em ritmo insuficiente.

Contexto Global Favorece o Brasil como Porto Seguro

Perda de credibilidade nos EUA, com interferências no Federal Reserve, impulsiona fuga para emergentes. Brasil, Colômbia e México ganham. Fluxo já supera R$ 30 bilhões em dois meses, contra R$ 25 bilhões de 2025.

Investimentos diretos atingiram US$ 5,4 bilhões em abril de 2025, com acumulado de US$ 70 bilhões em 12 meses, cobrindo déficit externo. EUA lideram com estoque de US$ 300 bilhões em automotivo, tecnologia e infraestrutura.

Para manter o fluxo, alerta Rita Mundim: é preciso resolver o fiscal. O capital é volátil e depende de previsibilidade.

A fonte original é o Estadão e demais veículos citados.

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