Imagine tentar pagar um café ou o ônibus e descobrir que nenhum sistema digital ou aplicativo funciona. Esse cenário, que parece roteiro de filme, motivou uma mudança drástica e recente na Suécia.

O país europeu, conhecido por sua modernidade, agora obriga estabelecimentos a aceitarem cédulas físicas. A medida visa proteger a população de apagões tecnológicos e possíveis guerras cibernéticas.

O objetivo central é garantir a inclusão de idosos e a sobrevivência financeira em casos de ataques de hackers, conforme divulgado pelo Estadão.

A importância do dinheiro em espécie na segurança nacional

O governo sueco passou a obrigar supermercados e farmácia a aceitarem cédulas e moedas em prol da segurança nacional e da inclusão de idosos e de pessoas com deficiência. A visão é puramente estratégica.

Mas e se um grupo de hackers derrubasse as conexões pela Internet, e nos deixasse sem serviços nem recursos para pagá-los em uma eventual guerra cibernética? É essa pergunta que o governo sueco tenta responder.

Ao adiar o fim do papel-moeda, a Suécia cria um sistema de reserva. Se o digital falhar, a economia não para. Isso garante que as atividades diárias básicas sejam mantidas mesmo sob forte pressão tecnológica.

O cenário do papel-moeda no Brasil e o domínio do Pix

No Brasil, a realidade caminha para o lado oposto. Estima-se que menos de 6% dos brasileiros paguem suas contas com dinheiro em espécie. O Pix continua imbatível nas transações cotidianas atualmente.

Até recentemente, era possível pagar imóveis com cédulas, o que foi proibido este ano por meio de alteração da Lei da Lavagem de Dinheiro. O brasileiro se acostumou rapidamente com a facilidade do virtual.

O uso do dinheiro virtual segue o que ocorre com os serviços por aplicativo, tanto governamentais, como RG e carteira de motorista digitais, quanto privados, como apps para transporte e entrega de comida.

Riscos reais e ataques cibernéticos no sistema financeiro

Não se trata de cautela excessiva a preocupação com as ações dos hackers. Em 2025, um ataque hacker desviou R$ 800 milhões no Brasil. Esse dado acende um alerta sobre a fragilidade dos sistemas integrados.

Fornecedora de infraestrutura financeira, a C&M Software sofreu esse golpe, que começou com a cooptação de um empregado da empresa. Se um sistema central cai, milhares de pessoas podem ficar bloqueadas.

Por isso, debater a segurança digital e a inclusão dos idosos é muito importante. Ainda mais quando o tema é colocado na ordem do dia por um país avançado na transformação digital como a Suécia.

O futuro dos pagamentos e a convivência entre tecnologias

Estimular o papel-moeda não significa desestimular o uso do Pix. A conveniência de pagar com carteiras digitais abriu caminho para inovações como o Pix por aproximação e o pagamento com a palma da mão.

A biometria vascular, que faz a leitura das veias e do fluxo sanguíneo, já é uma realidade em testes. No entanto, o papel físico ainda é o único que não depende de energia ou sinal de internet para circular.

É provável que tenhamos, em alguns anos, um cenário em que as formas mais avançadas de pagamento convivam com o velho e popular dinheiro em espécie, garantindo a proteção de todos os cidadãos.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir o conteúdo completo no link original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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