O banco digital PicPay está no centro de uma polêmica internacional após a abertura de uma ação coletiva nos Estados Unidos. O processo, movido por um fundo de investimentos privado, levanta sérias suspeitas sobre a transparência da instituição financeira.

As acusações sugerem que investidores teriam sido enganados por informações imprecisas sobre a real saúde financeira e a qualidade da carteira de crédito da empresa. O foco da disputa é o período que antecedeu a estreia na bolsa de valores de Nova York.

A disputa judicial surge em um momento em que as ações da companhia enfrentam forte desvalorização em Wall Street, o que tem gerado incertezas entre os acionistas brasileiros e estrangeiros, conforme divulgado pelo Estadão.

Fundo acusa PicPay de informações enganosas em Wall Street

O fundo FirstFire Global Opportunities protocolou a queixa oficial na última sexta-feira, dia 19. A peça jurídica afirma que o PicPay teria apresentado dados falsos sobre seus modelos de crédito antes da oferta inicial de ações (IPO).

Segundo os documentos, essa prática teria induzido os investidores ao erro sobre a solidez do banco digital no mercado americano. A alegação central é que a empresa não foi totalmente transparente sobre os riscos envolvidos em sua operação.

Ocultação de prejuízos e falhas no sistema de risco

A defesa do fundo alega que a companhia teria escondido deficiências críticas descobertas em dezembro de 2025. Essas falhas estariam ligadas ao monitoramento de riscos, afetando a percepção pública sobre a inadimplência e a eficácia dos sistemas internos.

O processo detalha que o banco precisou reclassificar cerca de R$ 590 milhões de sua carteira para níveis mais estressados de risco. Isso resultou em uma despesa extra de R$ 88 milhões no quarto trimestre, fato que não teria sido antecipado.

Queda nas ações e aumento real da inadimplência

Desde a estreia em Wall Street, os papéis do PicPay acumulam uma queda superior a 50%. Os autores da ação afirmam que o índice de formação de estágio 3, que indica crédito de alto risco, estaria acima de 7% no período analisado.

Este valor seria substancialmente superior ao que foi informado oficialmente ao mercado financeiro no prospecto do IPO. Além disso, o banco é acusado de expandir a atuação para linhas de negócios mais arriscadas, o que elevou as perdas recentes.

O que diz o banco digital sobre o processo

Em resposta oficial às acusações, o PicPay afirmou que não concorda com as alegações apresentadas pelo fundo FirstFire. A instituição financeira destacou que as informações prestadas ao mercado seguem os padrões exigidos pelos órgãos reguladores.

O banco informou ainda que já está tomando todas as providências jurídicas necessárias para lidar com o assunto e defender sua posição diante da justiça americana. O caso segue em tramitação nos tribunais dos Estados Unidos sem prazo para conclusão.

A fonte original é o Estadão e você pode conferir a matéria completa clicando aqui: Estadão | Fundo americano protocola ação coletiva contra PicPay por supostas omissões ao estrear em Wall Street

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