O senador Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado Federal, recebeu uma intimação da Polícia Federal para prestar depoimento sobre suspeitas graves de corrupção envolvendo bancos.
A investigação foca em supostos repasses financeiros e na compra de um imóvel de alto padrão para a família do parlamentar, além de transações imobiliárias que chamaram a atenção.
O caso ganha novos contornos com o bloqueio de bens determinado pela Justiça e a necessidade de explicações claras sobre o uso de recursos, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.
Investigação da Polícia Federal foca em Jaques Wagner e possíveis repasses do Banco Master
A Polícia Federal marcou para o início de agosto a oitiva do senador Jaques Wagner. O objetivo é esclarecer o suposto recebimento de propina oriunda de executivos do Banco Master.
O ponto central da investigação é o pedido feito pelo senador a um ex-sócio do banco para a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões, localizado em Salvador, para sua filha.
Detalhes sobre o depoimento e a defesa
O depoimento está previsto para o dia 7 de agosto. A defesa do parlamentar baiano ainda avalia se solicitará o adiamento do encontro ou se Wagner comparecerá na data estipulada.
Em declarações anteriores, o senador admitiu ter solicitado a compra do imóvel, mas ressaltou que sua intenção era ressarcir os valores posteriormente, negando qualquer troca de favores.
A polêmica venda do terreno em Camaçari
Os agentes federais também investigam a tentativa de venda de um terreno em Camaçari por R$ 15,8 milhões. O registro em cartório foi feito um dia após uma operação de busca na casa do senador.
Essa transação foi prontamente interrompida por uma decisão do ministro André Mendonça, do STF. O magistrado determinou a indisponibilidade do imóvel para assegurar o processo judicial.
“Em cumprimento ao protocolo, expedido pelo ministro André Luiz de Almeida Mendonça, fica averbada a indisponibilidade sobre o imóvel de propriedade de Jaques Wagner”, registrou o cartório.
O envolvimento do City Football Group
A defesa alega que a negociação começou em 2024 com o City Football Group, dono da SAF do Esporte Clube Bahia. O plano seria usar a área em um grande empreendimento imobiliário.
Segundo os advogados, o acordo previa permuta por lotes e um pagamento antecipado de R$ 2 milhões. Eles reforçam que todos os impostos foram devidamente recolhidos conforme a lei.
O grupo comprador e o Bahia confirmaram que a área representa apenas uma pequena fração do projeto total, e que o bloqueio judicial não deve impedir o avanço das obras planejadas.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir todos os detalhes acessando a matéria completa pelo link: Notícias ao Minuto Brasil.








