A relação entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro atravessa um momento de forte turbulência pública. O desentendimento ganhou as redes sociais e acendeu um sinal de alerta na pré-campanha do PL.
Diante da repercussão negativa, aliados do senador buscam agora formas de mitigar os danos, especialmente entre o eleitorado feminino. A ideia central é reforçar a presença de mulheres na chapa para equilibrar a imagem do candidato.
A crise familiar expôs divisões internas sobre alianças políticas e estratégias eleitorais, gerando surpresa até mesmo entre os apoiadores mais próximos, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto Brasil.
A estratégia de Flávio Bolsonaro para conter a crise com Michelle
A divulgação de vídeos por Michelle na tarde de quarta, nos quais ela diz ter sido desrespeitada e humilhada por Flávio após críticas à aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará, pegou aliados do senador de surpresa.
A pré-campanha admite ter se assustado com as publicações, mas avalia que é preciso aguardar os impactos nas pesquisas. O temor é que a imagem de Flávio sofra ainda mais desgaste entre as eleitoras mulheres.
Apesar da dificuldade enfrentada, a tese do PL é a de que dificilmente os apoiadores de Michelle deixarão de votar no filho de Bolsonaro por causa da briga, acreditando que esses votos tendem a voltar em um eventual segundo turno.
A resposta de Flávio e a busca por união
Flávio Bolsonaro reagiu publicamente, negando as ofensas e pedindo desculpas por qualquer mal-entendido. “Sou casado há 16 anos, pai de duas filhas maravilhosas e nunca desrespeitei uma mulher”, afirmou o senador.
O pré-candidato agora tenta uma aproximação e convidou Michelle para participar de reuniões com lideranças femininas. A intenção é mostrar que, apesar do atrito, a união contra a oposição permanece como prioridade.
Em vídeo divulgado, Flávio reforçou o convite para a madrasta participar ativamente do projeto político. “Coração segue aberto, Michelle. Preciso de todo mundo junto comigo. Posso contar com você?”, questionou ele.
Vice feminina ganha força na campanha
Para conter os efeitos da briga, o PL planeja anunciar uma mulher como vice na chapa de Flávio em breve. Nomes como as deputadas Julia Zanatta e Bia Kicis estão entre os mais fortes na lista de opções partidárias.
A ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, também é lembrada por aliados diante do que veem como falta de opções. A estratégia visa blindar o candidato e atrair o voto de mulheres que se identificam com Michelle.
A deputada federal Simone Marquetto continua no radar, mas integrantes de sua federação dizem que as críticas de Michelle reforçaram a avaliação de que é preciso ter cautela sobre a aliança com a pré-campanha de Flávio.
Reações de familiares e aliados políticos
O irmão de Michelle, Eduardo Torres, saiu em defesa da irmã, afirmando que ela suportou calada diversas injustiças. Ele mencionou que as agressões coordenadas afetariam até mesmo a filha adolescente do casal Bolsonaro, a Laura.
“Atacada por muitos até por seu silêncio, não suportou mais tamanha injustiça e resolveu fazer alguns esclarecimentos”, afirmou Eduardo. Segundo ele, Michelle contou muito pouco diante de tudo o que tem acontecido ultimamente.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir o texto completo no link original: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2393315/campanha-de-flavio-bolsonaro-aposta-em-vice-mulher-para-tentar-conter-efeito-de-crise-com-michelle








