Impactos da PEC do fim da escala 6×1 na economia brasileira
A discussão sobre o encerramento da jornada exaustiva ganhou novos capítulos com a recente movimentação em torno da proposta que altera o regime de trabalho em todo o Brasil.
Setores de peso da indústria nacional reagiram de forma negativa, alegando que a mudança trará consequências diretas para a economia, o nível de emprego e o custo de vida da população.
A medida prevê o fim do modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, reduzindo a jornada para 40 horas semanais, conforme divulgado pelo Estadão.
A visão da FIESP sobre a mudança
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, a FIESP, manifestou forte preocupação com a aprovação da medida. A entidade defende que o debate deveria ocorrer fora do período de influências políticas.
Paulo Skaf, presidente da federação, classificou a proposta como uma PEC Boca de Urna. Ele ressaltou que nenhum outro país no mundo possui escalas de trabalho engessadas diretamente em sua Constituição Federal.
“Decisões açodadas têm um preço alto. E, infelizmente, essa conta será paga por toda a sociedade”, afirmou a FIESP em nota oficial, reforçando que os custos de produção acabarão sendo repassados.
CNI alerta para prejuízos bilionários
A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, estima que a redução da jornada para 40 horas semanais, mantendo os salários atuais, elevará os custos de produção em expressivos R$ 267,2 bilhões.
Segundo Ricardo Alban, presidente da CNI, a medida é um retrocesso que não teve seus impactos mensurados. A projeção da entidade indica uma queda de 0,7% no PIB, o que equivale a R$ 76,9 bilhões.
A preocupação central reside na perda de competitividade e no risco de demissões em massa, uma vez que o aumento súbito nos custos operacionais pode inviabilizar pequenos e médios negócios no país.
O impacto real no bolso do consumidor
Os dados da indústria apontam que os preços para o consumidor final terão uma alta média de 6,2%. As compras em supermercados, por exemplo, podem ficar cerca de 5,7% mais caras após a implementação da medida.
Produtos industrializados em geral devem subir 6%, enquanto o setor de roupas e calçados pode registrar aumentos de até 6,6%, pressionando ainda mais os índices de inflação oficiais do governo federal.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir o conteúdo completo em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







