Bastidores e o áudio vazado de Davi Alcolumbre
O Senado Federal deu um passo decisivo nesta quarta, 14, ao aprovar a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1. A medida, que altera a rotina de trabalho no Brasil, contou com um apoio expressivo dos parlamentares em dois turnos.
Um dos momentos que mais chamou a atenção, no entanto, ocorreu logo após a votação. Um diálogo captado por microfones abertos revelou a satisfação dos articuladores políticos com o resultado obtido no plenário da Casa, conforme divulgado pelo Estadão.
O placar final de 75 votos a favor e apenas um contrário demonstrou uma convergência entre governo e oposição. Esse movimento altera o cenário político às vésperas do segundo turno das eleições, criando um novo fato político de grande impacto.
Logo após a confirmação da vitória da proposta, o líder do PT no Senado, Camilo Santana, fez questão de cumprimentar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Ele atribuiu ao senador amapaense o sucesso da articulação que garantiu a aprovação.
Em um momento de descontração, sem notar que o microfone da TV Senado estava ligado, Alcolumbre respondeu ao elogio. “Não falei que ia dar certo?”, afirmou o senador, sorrindo, confirmando o otimismo com a condução do texto.
O comentário reforça o papel central de Alcolumbre na tramitação. A PEC que busca o fim da escala 6×1 é vista como uma pauta de grande apelo popular, o que exigiu uma coordenação cuidadosa para evitar qualquer tipo de entrave regimental.
O papel da oposição e o voto de Flávio Bolsonaro
A aprovação contou com o apoio estratégico de Flávio Bolsonaro. A oposição decidiu embarcar na proposta para tentar neutralizar possíveis ganhos políticos do governo Lula, que vinha utilizando a pauta como uma bandeira eleitoral importante no momento.
O senador Flávio Bolsonaro votou de forma remota, diretamente de Porto Alegre, onde cumpre agenda de campanha. A decisão do PL em liberar a bancada foi fundamental para que o placar fosse tão elástico, isolando apenas um voto contrário durante a sessão.
O único voto contrário e os próximos passos
O único senador a se posicionar contra a proposta foi Hamilton Mourão. Apesar da resistência individual, o texto seguiu adiante, refletindo a pressão por mudanças na jornada de trabalho que vêm sendo debatidas intensamente por diversos setores da sociedade.
Mesmo com o apoio atual, integrantes do partido de Bolsonaro já sinalizam que pretendem discutir o pagamento por horas trabalhadas a partir de 2027. Isso indica que, embora o fim da escala 6×1 avance, o debate sobre flexibilização continuará em pauta.
A fonte original desta notícia é o portal Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria original acessando este link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







