A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar o vazamento de dados sigilosos de ministros do STF e seus familiares está gerando polêmica. A ação, deflagrada nesta terça-feira (17), mira servidores da Receita Federal e expõe tensões entre os Poderes.

Críticas vêm do Congresso Nacional e até de dentro do próprio Supremo Tribunal Federal. Parlamentares questionam o método adotado por Moraes, enquanto novas medidas, como quebra de sigilos, avançam na apuração. Conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil – Política.

O caso se conecta a crises recentes, como a quebra do Banco Master, e levanta debates sobre abuso de poder e imparcialidade judicial.

Operação mira servidores da Receita Federal por acessos ilícitos

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra quatro suspeitos: Luiz Antônio Martins Nunes, do Serpro cedido à Receita, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. A ação ocorreu em cidades como Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

O STF identificou bloco de acessos sem justificativa funcional nos sistemas da Receita. Moraes determinou rastreamento de dados de cerca de 100 pessoas, incluindo familiares dos dez ministros da corte.

A Receita Federal abriu auditoria em janeiro, após solicitação do STF, e confirmou que seus sistemas são rastreáveis, permitindo punir desvios.

Moraes avança com quebras de sigilo bancário e telemático

O ministro decretou quebra de sigilo bancário dos investigados para verificar se os dados eram vendidos. Também autorizou quebra de sigilo telemático, incluindo e-mails e mensagens, para mapear contatos.

Medidas cautelares incluem tornozeleira eletrônica, afastamento de funções, cancelamento de passaportes e proibição de saída do país. Tudo integra o Inquérito das Fake News, aberto em 2019.

A PGR destacou que os acessos visavam produzir suspeitas artificiais contra autoridades.

Críticas no STF e no Congresso dividem opiniões

Um ministro do STF, sob reserva, discorda da vinculação ao Inquérito das Fake News. Defende inquérito próprio, com pedido da PGR e distribuição pelo presidente Edson Fachin. Outro apoia a eficiência da resposta de Moraes.

No Congresso, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) acusou: “Juiz não pode ser vítima, investigador e julgador ao mesmo tempo”. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) alerta para não usar o caso como cortina de fumaça.

A operação ocorre em meio à crise do Banco Master, com ligações familiares de Moraes e Toffoli sob escrutínio.

Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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