Setor elétrico deve liderar o mercado de follow-on no segundo semestre com Engie e ISA Energia em destaque

O mercado financeiro brasileiro está prestes a presenciar uma movimentação intensa de capital no segundo semestre. As empresas de energia elétrica listadas na B3 devem assumir o protagonismo das ofertas de ações.

Essas operações, conhecidas como follow-on, prometem atrair bilhões de reais de investidores atentos às oportunidades. Nomes gigantes do setor já estão com planos avançados para captar recursos vultosos nos próximos meses.

A estratégia visa sustentar grandes investimentos e reequilibrar o caixa das companhias que movimentam o país. O cenário demonstra um otimismo moderado no mercado de capitais, conforme divulgado pelo Estadão.

Engie e ISA Energia abrem caminho

A Engie já iniciou os preparativos para uma operação que pode chegar ao impressionante valor de R$ 10,5 bilhões. A definição do preço de venda das ações está prevista para ocorrer no próximo dia 14 de julho.

O objetivo principal da companhia é financiar a aquisição de 40% da hidrelétrica de Jirau, além de arcar com novos investimentos. Por outro lado, a ISA Energia planeja levantar cerca de R$ 650 milhões com novos papéis.

Equatorial e outras gigantes no radar

Além das líderes iniciais, outras empresas como Energisa, CPFL, Eneva e Equatorial estão sendo citadas por bancos de investimento. A Equatorial, por exemplo, desembolsou R$ 5,6 bilhões para adquirir 30% da Copasa.

A expectativa é que a companhia realize uma oferta de ações para quitar financiamentos bancários feitos para essa aquisição. Embora o plano já tenha sido sinalizado ao mercado, ainda não existe uma data confirmada para o lançamento.

Por que o setor elétrico busca tanto capital?

Especialistas apontam que as empresas de energia elétrica possuem uma necessidade constante e elevada de capital. Isso acontece devido aos investimentos intensivos exigidos pelo setor para manter e expandir a infraestrutura.

De acordo com diretores de bancos de investimento, “o setor elétrico tem empresas boas na comparação com outros segmentos e é um setor para o qual o mercado está relativamente aberto a comprar ações”.

Números impressionantes do mercado em 2026

Até maio de 2026, as ofertas subsequentes de ações já movimentaram R$ 13,8 bilhões no Brasil. Esse valor representa um salto significativo em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o montante foi de R$ 3,5 bilhões.

A privatização da Copasa foi um dos marcos que ajudaram a impulsionar esses números recentemente. A tendência é que o setor elétrico continue puxando essa fila, aproveitando a abertura dos investidores para novos negócios vultosos.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir o conteúdo completo acessando este link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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