A América do Sul observa atentamente o surgimento de um novo modelo econômico. Governos de direita estão implementando cortes profundos para tentar salvar economias que enfrentavam crises fiscais e inflacionárias graves.
Países como Argentina e Colômbia servem hoje de laboratório para medidas drásticas. O foco é a redução do Estado e a busca por equilíbrio nas contas públicas, atraindo a atenção de investidores ao redor do mundo.
Esse cenário levanta discussões sobre como essas políticas podem influenciar o futuro político do Brasil, especialmente em debates sobre o orçamento, conforme divulgado pelo Estadão.
O choque do ajuste fiscal e o impacto nos países vizinhos
A experiência argentina sob o comando de Javier Milei
O presidente Javier Milei assumiu o poder na Argentina em um cenário de terra arrasada. Com um déficit primário de 2,9% do PIB, ele aplicou um ajuste fiscal radical que resultou em superávit de 1,8% em 2024.
Essa mudança ocorreu após um corte de 30% nos gastos públicos reais, reduzindo subsídios de energia e transporte. Embora a inflação tenha caído, a pobreza saltou para 53%, recuando depois para 32,3% da população.
O plano de De la Espriella para recuperar a Colômbia
Na Colômbia, o advogado Abelardo de la Espriella propõe um plano de recuperação com cortes de US$ 14 bilhões. O esforço fiscal deve chegar a 4,5% do PIB em 2028, unindo redução de despesas e aumento de receitas.
A situação colombiana é urgente, com projeções de rombo nas contas públicas de até 9,4% do PIB. O governo busca agora apoio financeiro do Fundo Monetário Internacional para conseguir fechar o caixa e estabilizar o país.
O receituário da nova direita e a visão do mercado
Analistas comparam as ações de Milei e De la Espriella ao que pode ser esperado de um eventual governo de Flávio Bolsonaro. A estratégia é clara, choque imediato nas contas para obter aprovação dos investidores.
Esses líderes acreditam que o ajuste fiscal profundo, apesar do duro impacto social inicial, é o único caminho para a prosperidade. A promessa é de que o país recupere a credibilidade e volte a crescer com solidez.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo e pode ser lida através deste link: https://www.estadao.com.br/economia/fabio-alves/governos-da-nova-direita-na-america-do-sul-seguem-receituario-que-recebe-aprovacao-de-investidores/







