O perfil do executivo inalcançável, de poucas palavras e postura severa, está com os dias contados. No cenário atual, empresas buscam gestores que dominem a comunicação inclusiva e humanizada.

Jaime Almeida, autor e especialista com décadas de experiência, defende que a habilidade de contar histórias e criar conexões genuínas é o novo diferencial competitivo para quem deseja liderar.

Em seu novo livro, ele explora como o diálogo pode curar distúrbios organizacionais e transformar o ambiente de trabalho em um espaço de respeito, conforme divulgado pelo Estadão.

Por que a comunicação inclusiva é a nova regra para o sucesso na liderança?

Para Jaime Almeida, a figura do líder de postura rígida e olhar pouco atento à diversidade tem dado lugar a lideranças que dominam linguagens humanizadas e não violentas no espaço corporativo.

“O mundo corporativo está descobrindo que há espaço para as histórias pessoais humanizadas no ambiente de trabalho”, afirma o especialista, destacando que ser duro não garante mais o respeito das equipes.

De habilidade comportamental para competência técnica

Almeida ressalta que a comunicação inclusiva deixou de ser apenas um detalhe comportamental. “A comunicação, seguramente, é uma habilidade que saiu da classificação de soft skill para ser uma hard skill”.

Ele explica que a maioria dos problemas nas organizações nasce de falhas no diálogo. Por outro lado, o respeito em permitir que todos se expressem, mesmo sem unanimidade, é o pilar para resolver conflitos internos.

O impacto da cultura norte-americana na diversidade brasileira

O especialista observa que a agenda de diversidade no Brasil sofre forte influência dos Estados Unidos. Eventos como o caso George Floyd impulsionaram o tema, mas mudanças políticas recentes causaram retração.

“O esvaziamento da agenda de diversidade nas organizações, numericamente falando, é inquestionável. Na minha experiência, caiu desde o início de 2025 pelo menos 50% do movimento que existia”, lamenta Almeida.

O perigo do silêncio e o treino da musculatura comunicativa

Muitos executivos evitam falar sobre diversidade por medo de errar, o que é visto como um erro. Para Almeida, a comunicação é como uma academia, exige frequência para que a musculatura se desenvolva sem lesões.

“Falar mais sem se preparar é aumentar muito o risco. Falar mais de forma intencional e planejada expande horizontes”, explica ele, reforçando a importância de os CEOs se prepararem para a exposição nas redes.

A inclusão além das palavras e o papel das novas gerações

A presença de cinco gerações diferentes trabalhando juntas exige uma fala menos preconceituosa. Jovens talentos muitas vezes se recusam a atuar em empresas onde a liderança não pratica a comunicação inclusiva.

A saída para o mercado brasileiro, segundo Almeida, é a combinação de leis, vagas afirmativas e consciência corporativa. “Precisamos colocar oxigênio nisso”, conclui o autor sobre a busca por equidade nas empresas.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode ler a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

You May Also Like
Vinhos caros, spa, charutos cubanos: a relação entre Vorcaro e um hotel de luxo em Campos do Jordão

Vinhos caros, spa, charutos cubanos: a relação entre Vorcaro e um hotel de luxo em Campos do Jordão

Vinhos caros, spa, charutos cubanos: a relação entre Vorcaro e um hotel…
‘Apocalipse do emprego’ provocada pela IA é ‘pura fantasia’, diz empresa do Vale do Silício

Inteligência Artificial vai destruir empregos ou criar novas profissões? O debate sobre o futuro do trabalho que divide especialistas no Vale do Silício

Estudo da Andreessen Horowitz contesta previsões apocalípticas e defende que tecnologia impulsionará a economia em vez de gerar desemprego em massa
Fundos do BTG oferecem valor abaixo do mínimo por ações da Oi na V.tal

Fundos do BTG oferecem valor abaixo do mínimo por ações da Oi na V.tal

A Oi tem uma participação de 27,5% na V.tal, empresa dona da…
‘Pautas-bomba’: Nove propostas no Congresso têm impacto estimado em R$ 111 bi por ano, diz governo

Impacto fiscal das pautas-bomba chega a R$ 111 bilhões: veja como isso afeta seu bolso hoje!

Ministérios da Fazenda e do Planejamento alertam para o risco de rombo bilionário no orçamento federal.