A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, trouxe reflexões profundas sobre a representatividade feminina no Judiciário brasileiro durante um evento recente em São Paulo.
As falas ocorreram no Summit Mulheres nas Profissões, onde a magistrada abordou desde a composição da Corte até as pressões estéticas enfrentadas pelas mulheres no cotidiano atual.
A ministra defendeu que a voz feminina precisa ser protagonista em todas as esferas de decisão do país para fortalecer a democracia, conforme divulgado pelo Estadão.
Cármen Lúcia defende protagonismo feminino no Supremo Tribunal Federal
Durante sua palestra, a ministra foi enfática ao ser questionada sobre a paridade de gênero no tribunal. Ela afirmou que a igualdade só será plena quando houver uma inversão histórica total.
“Quando me perguntam quando o Supremo Tribunal Federal terá igualdade de homens e mulheres nas cadeiras, eu respondo: quando as 11 forem de mulheres”, declarou Cármen Lúcia para a plateia.
Para a magistrada, a história foi marcada por 11 homens decidindo os rumos do país, muitas vezes afirmando saber o que as mulheres queriam, algo que ela contesta firmemente em seu discurso.
Críticas aos padrões de beleza e à ditadura da magreza
Além da política judiciária, a ministra criticou a ditadura da beleza e o aumento de procedimentos cirúrgicos motivados por pressões externas, chamando a atenção para casos de gordofobia.
“Fico preocupada quando vejo mulheres fazendo todo tipo de cirurgia, não para se contentar, mas porque o marido ou o parceiro tem gordofobia. Ele não gosta de você, minha filha”, alertou ela.
Cármen Lúcia ressaltou que não existe uma democracia forte sem que a igualdade entre homens e mulheres seja garantida na prática, superando o que está previsto apenas nos textos das leis.
Combate à violência doméstica e novos compromissos
No campo da segurança pública, ela lembrou que a maioria dos casos de feminicídio no Brasil ocorre dentro do lar, praticados por pessoas próximas, o que exige uma mudança cultural urgente.
“Quem está matando as mulheres são os parceiros e os amigos, no espaço mais sagrado da convivência, o lar”, reforçou a ministra, citando a gravidade dos dados de violência doméstica no país.
Para enfrentar esses desafios, ela sugeriu três pilares fundamentais: investimento em educação desde a infância, união entre as mulheres e a participação ativa em campanhas de conscientização.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir o conteúdo completo através do link: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/stf-so-tera-igualdade-quando-as-11-cadeiras-forem-ocupadas-por-mulheres-afirma-carmen-lucia/







