A Copa do Mundo de 2026 impulsionará as vendas de smartphones, com a Motorola explorando o evento para promover seus novos modelos temáticos, Razr Fold e Edge 70 Fusion, com logotipo banhado a ouro. A empresa busca competir no segmento ultra premium, dominado por Apple e Samsung, com a linha ‘Signature’, que possui câmeras de 50 MP. A Motorola espera aumentar sua participação no mercado brasileiro, atualmente em 24%, e atribui o crescimento ao novo portfólio e à redução de aparelhos contrabandeados.

A cada quatro anos, a Copa do Mundo costuma dar um empurrão nas vendas de televisores. Mas, desta vez, as fabricantes de smartphones também querem pegar carona no evento esportivo para vender mais. O entendimento é que esta será a primeira Copa em que a transmissão online estará bem difundida, com várias opções para ver as partidas em qualquer tela. “A Copa do Mundo vai ser um apelo para as vendas de smartphones, e nós vamos explorar muito isso”, contou o presidente da Motorola no Brasil, Rodrigo Vidigal. “O streaming para eventos esportivos explodiu no Brasil.”

O executivo acredita que a televisão tradicional ainda será o centro das atenções, mas o smartphone vai exercer um papel importante na composição da audiência. “Nos jogos do Brasil, as pessoas ainda vão querer assistir numa televisão, junto com a família e os amigos, em casa ou no bar. Mas, no caso dos outros jogos, as pessoas vão ver no meio da sua rotina. Podem estar no trabalho, durante um intervalo ou deslocamento, com o jogo passando no celular”, disse o executivo. “E as pessoas mais jovens já consomem mais vídeo via streaming do que na TV tradicional.”

A Copa do Mundo dos EUA, Canadá e México de 2026 será transmitida no Brasil por Globo e SBT na programação da TV aberta; SporTV na TV por assinatura; e GETV e CazéTV no YouTube. Na prática, será possível assistir tudo em plataformas online em qualquer aparelho, seja TV, celular, notebook ou tablet.

Empresa lança aparelhos temáticos

Para aproveitar essa tendência de consumo, a Motorola tornou-se patrocinadora da Copa do Mundo masculina deste ano, além da edição feminina, no Brasil, no ano que vem. A empresa também vai lançar dois aparelhos com edições temáticas, que vêm com logotipo oficial da Copa banhado a ouro de 24K. Os modelos são o Razr Fold, com tela dobrável; e o Edge 70 Fusion. As vendas no Brasil começarão nos próximos meses, ainda sem preço sugerido. Na Europa, o Razr Fold tem preço sugerido de 2,4 mil euros (R$ 14,5 mil), enquanto o Edge 70 Fusion sai por 530 euros (R$ 3,3 mil).

“Desenvolvemos esses dois produtos temáticos para registrar a parceria com a Fifa (Federação Internacional de Futebol). Também estamos oferecendo uma linha com vários aparelhos com boas telas para atender essa tendência de consumo”, disse Vidigal.

Esses aparelhos compõe a estratégia da Motorola em posicionar o seu portfólio para competir no segmento de aparelhos ultra premium no Brasil, que são dominados pela Apple, dona do iPhone, e pela Samsung, líder do mercado. Essa estratégia está sendo encabeçada pela linha “Signature”, lançada no começo deste ano na Europa e que está chegando agora ao Brasil, por R$ 8.999. As vendas terão parcerias com Vivo, Claro e TIM para condições especiais de preços atreladas a planos de telefonia.

‘Signature’ tem quatro câmeras

A linha “Signature” tem um conjunto de quatro câmeras (regular, periscópica e grande angular e selfies), todas com 50 megapixels de resolução, algo raro de se ver no mercado. Isso representou o maior investimento já feito pela Motorola em um conjunto de câmeras, buscando atrair o público mais exigente. “Esta é a volta da Motorola para o segmento ultra premium. Estamos chegando com uma proposta forte de valor e queremos convidar o consumidor a experimentar”, disse o presidente da companhia.

Segundo ele, a indústria já não vende mais tantos aparelhos quanto no passado, mas, ainda assim, o faturamento cresce anualmente, porque há um aumento no valor médio dos smartphones comercializados. Por trás disso, está o fato de que a maioria das vendas é motivada por pessoas que estão trocando seus aparelhos por unidades mais modernas, com tela de melhor qualidade, maior capacidade de armazenar fotos e vídeos, além dos novos recursos de inteligência artificial. Há também uma pressão de custos, especialmente por conta da disparada nos preços dos chips de memória. Isso faz as fabricantes a repassarem os custos maiores para o preço final.

A Motorola espera ter crescimento das vendas neste ano, com possível ganho de participação de mercado brasileiro. Atualmente, a Motorola responde por 24% dos smartphones comercializados no País, atrás da Samsung (40%). Depois vêm Xiaomi (16%), Apple (7%) e Realme (6%), segundo a consultoria Omdia.

O presidente da Motorola disse que a companhia já vendeu mais em 2025, mas não abre os números. Vidigal afirmou que o desempenho melhor teve relação com o novo portfólio lançado. Outro ponto foi o combate ao mercado de aparelhos contrabandeados no País. Em sua visão, as ações de fiscalização da Receita Federal e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) surtiram efeito e já reduziram as vendas de produtos ilegais, o que ajudou as fabricantes que estão regulares. “O consumidor já começa a sentir dificuldades para comprar esses aparelhos.”

Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 09/03/2026, às 17:32

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Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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