A crise no STF ganhou novos contornos após a reunião que levou à saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Ministros relatam falta de confiança no presidente Edson Fachin, apontando seu isolamento na corte.
Pelo menos quatro magistrados criticam Fachin por dar andamento a um relatório da Polícia Federal contra Toffoli, sem arquivá-lo imediatamente. A PF sugere hipóteses criminais envolvendo o ministro nas fraudes do Banco Master.
Internamente, há insatisfação com a postura de Fachin na reunião de quinta-feira (12), quando insistiu em julgar a suspeição de Toffoli em plenário. Para colegas, isso seria expor um par aos leões, algo inadequado para um presidente do STF, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.
Divisão clara entre os ministros do STF
A nota conjunta de apoio a Toffoli, assinada por todos, mascara uma divisão profunda. De um lado, Fachin e Cármen Lúcia; do outro, o restante da corte. Relatos indicam que Fachin não garante defesa dos pares em crises futuras, o que preocupa em ano eleitoral.
Auxiliares de Fachin defendem que a ética é prioridade em sua gestão. O relatório da PF, chamado de nitroglicerina pura, não poderia ser ignorado. Toffoli abdicou da relatoria por altos interesses institucionais, após nota em defesa de sua integridade.
O caso Master envolve fraudes bilionárias e vínculos financeiros de Toffoli com Daniel Vorcaro, dono do banco. Mensagens no celular do banqueiro citam o ministro, segundo relatório da PF apresentado por Fachin aos colegas.
Reunião de emergência e repercussões
Fachin convocou reunião reservada na quinta-feira para discutir o relatório da PF e a resposta de Toffoli. O encontro durou horas e resultou no acordo pela saída do relator. Parlamentares da oposição pedem impeachment de Toffoli.
Toffoli admitiu ser sócio da empresa que vendeu o resort Tayayá para fundos ligados ao Master, mas negou pagamentos ou amizade com Vorcaro. Ele sustenta não haver conflito de interesses.
Código de conduta agrava tensões com Fachin
Fachin já enfrentava resistências por propor um código de conduta inspirado no modelo alemão. A ideia inclui divulgação de verbas de palestras e eventos. Apoio veio de presidentes de tribunais superiores, mas Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes são contra.
A proposta visa combater a crise de imagem do STF, mas críticos dizem que ética já está na Constituição e na Lei Orgânica da Magistratura. O caso Master reaquece debates sobre imparcialidade dos ministros.
Esta matéria é baseada na fonte original do Notícias ao Minuto Brasil – Política.






