O presidente Lula determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que o homenageia no Carnaval do Rio de Janeiro. A medida visa evitar questionamentos eleitorais em ano de campanha.

O evento ocorre neste domingo (15), no Sambódromo. A escola estreante no Grupo Especial exalta a trajetória de Lula com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Apesar da animação do presidente, há receios de vaias e desgaste.

O TSE rejeitou pedidos de partidos como Novo e Missão por propaganda eleitoral antecipada, em decisão unânime. A relatora Estela Aranha argumentou contra censura prévia a manifestações artísticas, conforme divulgado pela FolhaPress.

Proibição interna no governo Lula

Lula ordenou que ministros arquem com custos próprios se quiserem assistir. Agendas oficiais não podem coincidir com o desfile. A orientação veio após reuniões no Planalto.

O ministro Sidônio Palmeira, da Secom, avaliou risco de desgaste à imagem do governo. O PT deve replicar a recomendação a eleitos. Apenas parentes e amigos formarão a ala “Amigos de Lula”.

Janja, primeira-dama, será destaque no último carro alegórico. Ela não ocupa cargo público, escapando da proibição.

Decisão unânime do TSE contra liminares

A relatora Estela Aranha, indicada por Lula, rejeitou suspensão. “Restringir manifestações artísticas por notícias de conteúdo político configuraria censura prévia, indireta e restrição desproporcional ao debate democrático”, disse ela.

Ministros como Cármen Lúcia e André Mendonça acompanharam. Alertaram que ilícitos futuros serão apurados, sem dar salvo-conduto. O Novo pedia multa de R$ 9,65 milhões.

“A festa do Carnaval não pode ser fresta para ilícito eleitoral”, enfatizou Aranha. O processo segue em análise.

Enredo polêmico e defesa da escola

O samba-enredo traz “olê, olê, olá, Lula! Lula!”, “o amor venceu o medo” e referência ao 13 do PT. Retrata Dona Lindu, mãe de Lula, e sua vida pública de 60 anos.

Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, coordena a ala. “Não há caráter eleitoral. Criminalizar a homenagem é censura”, afirma. Sobre R$ 12 milhões da Embratur à Liesa, esclarece: R$ 1 milhão por escola do Grupo Especial.

Colaboradores admitem preocupação com vaias e rebaixamento da escola. Lula, porém, anima-se e já cantou o samba em jantares.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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