A nova Norma Regulamentadora NR-1, que trata de riscos psicossociais, terá vigência a partir de 26 de maio, apesar das reivindicações de adiar a data. O assunto ganhou destaque quando o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou ao Estadão que não há mais espaço para prorrogações.

Empresas de diversos setores, representadas por federações como a Fiesp e a CNI, solicitaram mais tempo, mas o governo mantém a posição firme, apontando riscos à saúde mental dos trabalhadores e aos resultados dos negócios.

Conforme divulgado pelo Estadão, a decisão envolve não só questões sanitárias, mas também o custo de ignorar riscos já evidentes no cotidiano das organizações.

O que contempla a nova NR-1

Mapeamento e gestão de riscos psicossociais

A norma exige que as empresas identifiquem, avaliem e controlem fatores como sobrecarga de trabalho, falta de suporte, pressão excessiva, ambiente tóxico e assédio de qualquer natureza. O objetivo é prevenir doenças ocupacionais, como o burnout, e melhorar a saúde mental dos colaboradores.

Fiscalização orientada antes de autuações

O ministro sugeriu que a primeira atuação da fiscalização seja de orientação, permitindo que as empresas se adequem antes de aplicar multas. “Mas não posso postergar. Então, às vezes falta muito diálogo aqui entre trabalhadores e empregadores”, declarou Marinho.

Pressões e respostas do setor empresarial

Marinho recuou a solicitação de adiamento feita por representantes da Fiesp, CNI e da Fiemg. Ele questionou: “Por qual razão? Por qual razão postergar?”. O ministro convocou os setores a buscar acordos com as centrais sindicais, enfatizando que o prazo não será mais estendido.

Reações sindicais e histórico de adiamentos

No ano passado, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) havia adiado a norma devido à pressão de confederações empresariais. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) criticou a postergação, alegando que a data precisava ser mantida em favor dos trabalhadores.

A implementação da NR-1 representa um marco na proteção da saúde mental no ambiente laboral, exigindo das empresas um olhar mais atento aos fatores que afetam o bem‑estar dos colaboradores.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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