Investigação mira possível desvio de finalidade em repasses
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de uma investigação preliminar nesta sexta-feira. O foco da medida é apurar o envio de emendas parlamentares para ONGs com vínculos diretos à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro.
A decisão atende a pedidos apresentados pela deputada Tabata Amaral e pelo deputado Pastor Henrique Vieira. Ambos questionam o uso de verbas públicas para financiar entidades ligadas à Go Up Entertainment, produtora do longa metragem sobre o ex-presidente.
O processo corre sob sigilo, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.
Entidades envolvidas nos repasses
Segundo os parlamentares que denunciaram o caso, as emendas foram destinadas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura. As duas organizações fazem parte de um mesmo grupo ligado à produção da cinebiografia chamada Dark Horse.
A suspeita levantada pelos denunciantes é de que o envio desses recursos pode configurar desvio de finalidade na aplicação do dinheiro público. O filme, que ainda não foi lançado, narra a trajetória política de Jair Bolsonaro.
Notificação dos parlamentares
O ministro Flávio Dino determinou que os deputados Marcos Pollon, Bia Kicis e Mário Frias sejam notificados. O objetivo é que eles expliquem a destinação das verbas mencionadas, cujos valores chegaram a 2 milhões de reais no caso de Frias.
Enquanto Pollon e Bia Kicis negaram o envio direto de recursos para a produtora, Mário Frias não foi localizado pelo oficial de Justiça. Por conta disso, o STF exigiu que a Câmara dos Deputados forneça os endereços do parlamentar em São Paulo e Brasília.
Conexões com o financiamento privado
Além das emendas, o caso ganhou novos contornos após revelações de que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. O valor seria destinado para cobrir custos da produção do filme sobre a vida política de seu pai.
O senador negou qualquer combinação de vantagem indevida, sustentando que os recursos discutidos com o banqueiro teriam natureza privada. A investigação do STF segue buscando esclarecer a origem e o destino final de todas as verbas envolvidas no projeto audiovisual.
A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil.








