A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agitou os bastidores da política nacional ao publicar um vídeo revelador. Nele, ela detalha um forte atrito recente com o senador Flávio Bolsonaro.

O desentendimento envolve as estratégias eleitorais do Partido Liberal no estado do Ceará. A situação expõe fissuras públicas dentro do núcleo mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Michelle alega ter sido tratada de forma ríspida e desrespeitada durante uma conversa por telefone sobre o futuro da legenda no Nordeste, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.

Michelle Bolsonaro revela detalhes de conflito com Flávio Bolsonaro sobre o PL

Durante o relato de 27 minutos, Michelle explicou que a tensão começou após ela discordar de uma possível união com Ciro Gomes. Segundo ela, Flávio retornou a ligação com um tom ríspido.

A ex-primeira-dama afirmou que ouviu do senador que seria melhor permanecer afastada das decisões partidárias. Flávio teria argumentado que ela não compreenderia a política nacional por ter chegado há pouco tempo.

Diante da situação, ela relatou ter se sentido humilhada e excluída de processos decisórios. Michelle decidiu encerrar a discussão na hora, mas optou por tornar o caso público para esclarecer sua posição.

Resistência contra aliança com Ciro Gomes

A resistência de Michelle à aliança no Ceará não se baseia em cálculos eleitorais, mas em coerência política. Ela lembrou que Ciro já fez ataques severos e constantes contra Jair Bolsonaro.

Para ela, apoiar quem contribuiu para a inelegibilidade do ex-presidente é inaceitável. “Não honrar essa determinação do meu marido será um ato de traição contra Jair Bolsonaro”, declarou categoricamente no vídeo.

A ex-primeira-dama defende que qualquer composição com o grupo de Ciro Gomes deveria ser discutida apenas em um eventual segundo turno, priorizando a identidade da direita no primeiro momento da disputa.

Defesa do trabalho no PL Mulher

Ao rebater as críticas sobre sua suposta falta de experiência, ela destacou os números expressivos do PL Mulher. Sob seu comando, a legenda ajudou a eleger 1.005 mulheres em todo o país em 2024.

Ela reforçou que percorreu todos os estados brasileiros para estruturar as diretorias regionais. Michelle negou que esteja pressionando por candidaturas próprias ou exigindo pedidos públicos de desculpas dos familiares.

Segundo a ex-primeira-dama, sua motivação principal é manter o respeito dentro do grupo político. Ela criticou a postura coordenada dos filhos de Bolsonaro, que apresentaram argumentos muito similares contra ela.

A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil, que pode ser lida na íntegra através do link: Notícias ao Minuto Brasil.

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