A gigante da tecnologia Meta está enfrentando um sério desafio jurídico após um grupo de colaboradores questionar os métodos usados para cortes de pessoal. O caso levanta debates sobre ética e tecnologia.
Segundo os funcionários, a empresa teria utilizado ferramentas de automação para decidir quem seria desligado, o que acabou prejudicando pessoas em situações vulneráveis. A polêmica envolve métricas de produtividade.
A ação judicial alega que o uso de algoritmos ignorou períodos de afastamento legal, resultando em demissões discriminatórias, conforme divulgado pelo Estadão.
A polêmica das demissões automatizadas na Meta
Como a Inteligência Artificial teria selecionado os cortes
O grupo de 26 funcionários afirma que a Meta utilizou sistemas internos de inteligência artificial e monitoramento de atividades para definir os cortes, atingindo parte da força de trabalho da empresa.
Os algoritmos analisavam dados de produtividade e uso de tokens, mas não descontavam os períodos em que o trabalhador estava afastado por lei, o que gerou notas baixas para quem estava fora do escritório.
O impacto sobre mulheres e pessoas em licença médica
De acordo com o processo, as pessoas em licença médica ou parental foram selecionadas de forma desproporcional. O sistema não teria sido suspenso para uma análise individualizada como é exigida pela legislação.
Entre os autores da ação, há oito mulheres que tiraram licença-maternidade e quatro homens em licença parental. Eles alegam que a produtividade reduzida foi punida pelos critérios automatizados da companhia.
A defesa da Meta e a negação do uso de algoritmos
Por outro lado, a Meta nega veementemente as acusações. Em comunicado oficial, a empresa afirmou que as alegações carecem de fundamento e que as decisões são tomadas por pessoas, não por máquinas.
A empresa reforça que a gestão da força de trabalho segue critérios humanos, embora o processo cite o uso de painéis de monitoramento e classificações de desempenho assistidas por algoritmos de software.
Implicações legais e o conceito de impacto desigual
A denúncia cita violações de leis importantes, como a Lei de Licença Familiar e Médica, destacando que a tecnologia pode mascarar preconceitos estruturais ao focar apenas em números brutos de produção.
Os advogados argumentam que o processo de seleção assistido por algoritmos registra sistematicamente ausências como baixo desempenho, o que acaba afetando as mulheres de maneira muito mais intensa que os homens.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode ler a matéria completa através deste link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







