A MBRF anunciou um aporte bilionário voltado para a modernização de sua planta industrial localizada em Tacuarembó, no norte do Uruguai. O investimento de 70 milhões de dólares visa ampliar significativamente a produção de proteína bovina e derivados.

A iniciativa destaca a aposta da companhia no mercado uruguaio, que serve como pilar estratégico para as operações na América do Sul. A movimentação foi oficializada em nota recente, conforme divulgado pelo Estadão.

Com essa expansão, a empresa reafirma seu compromisso com a eficiência operacional e o atendimento à demanda internacional. O projeto transforma o complexo industrial em um dos maiores do país e do mundo no segmento.

Crescimento expressivo na fabricação de hambúrgueres

O grande destaque do investimento é o salto na linha de hambúrgueres, que terá um crescimento de 350% em sua capacidade produtiva. A produção mensal passará de 200 toneladas para 900 toneladas de carne.

Esse volume representa cerca de 500 mil unidades produzidas diariamente, consolidando a MBRF como a maior produtora global da categoria. A infraestrutura foi totalmente otimizada para suportar essa demanda.

Modernização da planta de Tacuarembó

Além dos hambúrgueres, o complexo industrial aumentou sua capacidade de abate de 900 para 1.400 animais por dia. Trata-se de uma expansão de 40%, focada na escala e na padronização dos processos industriais.

Foram instaladas novas câmaras de pré-resfriamento e um túnel de congelamento com capacidade para 21 mil caixas. O presidente do conselho, Marcos Molina, ressaltou que o modelo replica o padrão brasileiro de eficiência.

Foco em exportações e geração de empregos

A produção da unidade atenderá tanto o consumo interno quanto os mercados globais. Os produtos chegarão a países como China, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e toda a União Europeia.

O projeto impacta diretamente a economia local com a criação de 570 novas vagas de trabalho. O total de empregos diretos na operação uruguaia da MBRF chegará a cerca de 2.270 postos após as contratações.

Sustentabilidade no centro do projeto

O complexo também incorporou avanços em sustentabilidade e eficiência energética. A unidade contará com tratamento de efluentes e o uso de energia eólica para suprir parte do consumo elétrico industrial.

Além disso, foi criada uma unidade de produção de farinha de sangue para o aproveitamento de subprodutos. O CEO da MBRF, Miguel Gularte, reforçou a confiança na qualidade sanitária e no potencial do mercado uruguaio.

A fonte original é o Estadão: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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