Mauro Cid busca reconhecimento de pena cumprida em colaboração premiada

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deu um passo decisivo no caso envolvendo Mauro Barbosa Cid. Ele abriu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o recurso apresentado pela defesa do militar.

O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro busca que o Judiciário reconheça como cumprida a sua pena fixada no acordo de colaboração premiada. O desfecho dessa solicitação pode impactar diretamente o status jurídico do investigado, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

O debate jurídico gira em torno da contagem do tempo de restrição de liberdade. Enquanto a defesa sustenta que o período de cautelares deve ser considerado, o ministro mantém uma posição técnica sobre a aplicação do Código Penal vigente no país.

O argumento central da defesa de Mauro Cid

Os advogados de Mauro Cid argumentam que ele sofre restrições desde maio de 2023, somando mais de dois anos e cinco meses sob controle. A defesa sustenta que o uso de tornozeleira eletrônica e o recolhimento domiciliar equivalem ao cumprimento efetivo da pena.

Para fundamentar o pedido, a defesa cita o Tema 1.155 do Superior Tribunal de Justiça. O entendimento é de que o recolhimento noturno e em dias de folga, por comprometer a liberdade, deve ser descontado do tempo total da privação de liberdade.

A posição do ministro Alexandre de Moraes

Anteriormente, Moraes negou o pedido de reconhecimento de pena cumprida. Ele ressaltou que o artigo 42 do Código Penal autoriza apenas o abatimento de tempo de prisão provisória, não abrangendo medidas cautelares diversas da detenção tradicional.

Segundo o magistrado, o período de cinco meses e 17 dias em prisão preventiva, que foi efetivamente cumprido, não é suficiente para extinguir a sentença total de dois anos em regime aberto que foi estipulada no acordo de delação premiada.

O posicionamento da Procuradoria-Geral da República

A Procuradoria-Geral da República já havia se posicionado de forma negativa em ocasiões anteriores. O órgão entende que o desconto exige a privação da liberdade em estabelecimento prisional ou em prisão domiciliar integral, sem qualquer possibilidade de saída.

Para a PGR, as restrições parciais, como o uso de monitoramento eletrônico, não se confundem com o regime de prisão exigido para o abatimento da pena. Agora, a nova manifestação da Procuradoria será fundamental para o prosseguimento do recurso.

Expectativa sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal

O cenário jurídico segue em aberto enquanto as partes aguardam o parecer final. A decisão do STF será definitiva sobre a interpretação do cumprimento das obrigações assumidas por Mauro Cid no seu acordo homologado pela Corte, encerrando uma longa disputa judicial.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir a matéria completa em Notícias ao Minuto Brasil – Política.

You May Also Like
Justiça Eleitoral condena Marçal e o declara inelegível por 8 anos

Transferência de R$ 4,4 milhões da empresa de Pablo Marçal para MC Ryan gera suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Operação Narco Fluxo revela dinheiro sujo em negociação de helicóptero e apostas ilegais envolvendo apoio político em São Paulo
STF anula condenação Anthony Garotinho pela Justiça Eleitoral

STF anula condenação de Anthony Garotinho por compra de votos na Operação Chequinho e permite candidatura em 2024

Ministro Cristiano Zanin decide que provas ilícitas invalidam sentença de 13 anos imposta pela Justiça Eleitoral
Flávio confirma ter pedido dinheiro a Vorcaro para filme de Bolsonaro

Flávio Bolsonaro admite visita a dono do Banco Master após prisão e tenta conter crise política envolvendo financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro

Senador confirmou encontro com Daniel Vorcaro após polêmicas sobre o caso Dark Horse e busca explicações para aliados sobre a relação com o ex-banqueiro
Cármen Lúcia relata que evitava reclamar do trabalho para não ser estigmatizada

Cármen Lúcia revela preconceito sofrido no STF e reforça decisão histórica pela igualdade salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho

Ministra do Supremo Tribunal Federal expôs as dificuldades enfrentadas pelas mulheres ao combater a desigualdade salarial na carreira jurídica