O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a cúpula do G-7 para tentar reverter uma situação crítica para o agronegócio. O foco principal foi o bloqueio europeu aos produtos de origem animal do Brasil.

Em reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o líder António Costa, foi estabelecido um caminho diplomático para resolver as pendências técnicas do setor agropecuário.

O objetivo é criar um mecanismo de diálogo constante para tratar das exigências sanitárias e evitar prejuízos maiores para os produtores nacionais, conforme divulgado pelo Estadão.

Novo canal bilateral busca reverter o veto à carne brasileira e destravar o setor

Canal para enfrentar barreiras técnicas

Para lidar com as restrições impostas, o governo brasileiro e a União Europeia definiram a criação de um canal de comunicação direta. Esse mecanismo será operado por assessores diplomáticos das duas partes.

Segundo o comunicado oficial do Planalto, “Os três trataram de temas da agenda bilateral, em particular das medidas de restrição a produtos brasileiros adotadas recentemente pela parte europeia”.

O foco desse trabalho conjunto está na identificação de dificuldades específicas tanto na área de produtos de origem animal quanto em siderúrgicos, buscando soluções para os interesses exportadores do Brasil.

O impacto do bloqueio comercial

O veto à carne brasileira foi anunciado em maio, afetando bovinos, aves e peixes. A medida, aprovada de forma unânime por 27 países, deve entrar em pleno vigor no dia 3 de setembro deste ano.

A União Europeia exige que o país ofereça garantias adicionais sobre o cumprimento do regulamento de uso de antimicrobianos, como antibióticos, por exemplo, aplicados durante todo o processo de criação animal.

Ao ser questionado sobre o tema, António Costa afirmou que “Isso é um assunto que tem que colocar à Comissão, é um assunto que a Comissão está a tratar”, reforçando que as normas devem ser cumpridas.

Divergências diplomáticas no G-7

Durante a cúpula, o Brasil optou por não endossar todos os documentos apresentados. Entre as oito declarações previstas, o país assinou apenas a que trata sobre a importante luta contra o câncer.

Fontes do governo indicam que a ausência de temas climáticos e a forma como o narcotráfico foi abordado impediram o apoio brasileiro aos demais textos, mantendo a autonomia da política externa nacional.

Relação comercial com os Estados Unidos

Havia expectativa de uma conversa entre Lula e Donald Trump sobre tarifas comerciais. Contudo, integrantes do governo informaram que o encontro de corredor não ocorreu durante as reuniões oficiais do grupo.

O governo entende que a questão das tarifas dos Estados Unidos é complexa demais para uma conversa rápida. Recentemente, foi proposta uma cobrança de 25% sobre diversos produtos de origem brasileira.

A fonte original desta notícia é o Estadão. Confira a matéria completa através do link original disponível em: Estadão.

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