A escalada das tensões no Oriente Médio e o bloqueio de rotas marítimas estratégicas criaram um cenário de ganhos históricos para as maiores empresas de energia do planeta hoje.
Enquanto os consumidores lidam com a alta nos preços da gasolina e do diesel, as gigantes petrolíferas registram faturamentos que superam em muito os resultados dos anos anteriores.
O impasse no Estreito de Ormuz é o ponto central dessa crise que afeta diretamente o mercado financeiro e a economia das famílias, conforme divulgado pelo Estadão.
O cenário do lucro bilionário do petróleo em meio ao conflito
Resultados recordes das gigantes europeias e árabes
Seis das maiores empresas europeias do setor registraram lucros combinados de US$ 22 bilhões no primeiro trimestre, um valor 40% acima do que foi registrado no mesmo período do ano passado.
A BP, com sede em Londres, mais que dobrou seus lucros, atingindo US$ 3,9 bilhões de dólares no segundo trimestre, aproveitando o momento de alta volatilidade nos mercados internacionais.
Já a Saudi Aramco, da Arábia Saudita, registrou um aumento de 44% no seu lucro líquido. O ganho atingiu US$ 32,7 bilhões, impulsionado pela valorização do petróleo bruto e de derivados.
Críticas aos ganhos das petroleiras americanas
O desempenho excepcional das empresas não agradou a todos. O ex-presidente Donald Trump criticou publicamente a Chevron e a ExxonMobil por seus lucros considerados desproporcionais.
“Elas ganharam dinheiro demais, dinheiro demais”, disse Trump na segunda-feira, 3. “Elas deveriam devolver parte disso ao público, e é melhor que reduzam o preço de varejo”, completou o político.
A Exxon Mobil informou que seus lucros no segundo trimestre dobraram, chegando a US$ 14,5 bilhões. A gigante obteve US$ 116 bilhões em receita, um aumento impressionante de 42% no período.
O impacto crítico no Estreito de Ormuz
A situação é mais grave na Ásia, que depende das exportações via Estreito de Ormuz. Aproximadamente 20% do petróleo mundial costuma passar por essa região, que está sob constante ameaça.
Marco Rubio, secretário de Estado americano, afirmou em Manila que permitir ao Irã controlar o estreito seria um precedente perigoso, colocando em risco a segurança marítima global e a energia.
O fechamento prático da rota para petroleiros fez disparar o custo do combustível de aviação e do diesel, gerando racionamento e fechamento de escolas em diversas partes do continente asiático.
Perspectivas de negociação e queda nos preços
Na última terça-feira, o preço do petróleo bruto dos Estados Unidos (WTI) caiu 5,4%, chegando a US$ 75,98. A queda ocorreu após rumores de um possível acordo para a reabertura do estreito.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que os Estados Unidos e o Irã poderiam chegar a um consenso. Isso daria fôlego para as transportadoras retirarem navios retidos no Golfo Pérsico.
Apesar da queda recente, as ações das principais empresas petrolíferas subiram entre 20% e 30% este ano, superando com facilidade os ganhos de outros índices importantes do mercado financeiro.
A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







