O leilão para venda da participação da Oi na V.tal, marcado para 5 de março, pode não atrair propostas concretas. O BTG Pactual se habilitou, mas ainda avalia se vai mesmo oferecer lance, enquanto credores pressionam por troca de dívidas.

A transação é essencial para o plano de recuperação judicial da Oi, que precisa de caixa para abater sua dívida pesada. Sem concorrentes até o prazo final nesta quinta-feira, 12, o certame corre risco de esvaziar.

Fontes próximas revelam que o banco só entrará na disputa se surgir rival, conforme apurado pela Coluna do Broadcast no Estadão.

BTG Pactual lidera interesse com veículos próprios

O BTG Pactual, já controlador da V.tal junto a fundos como CPPIB e GIC, usou quatro veículos para se credenciar: fundos BTG Pactual Economia Real Master, BTG Pactual Infraco Master, BTG Pactual Infraco Co-Investors Fund LP e a Stans 13, aberta em setembro de 2025.

A fatia da Oi é de 27,5% na V.tal, grupo de redes de fibra ótica, banda larga e data centers. O lance mínimo é de R$ 12,3 bilhões, com pagamento em dinheiro à vista.

Esses recursos vão direto para quitar dívidas da Oi, peça-chave na recuperação judicial.

Credores apostam em credit bid e geram polêmica

Credores como Pimco, Vontobel, Arkaim e Bracebridge, com R$ 10 bilhões a receber, pediram via UMB Bank para abater dívidas em troca da fatia, o chamado credit bid.

No mercado secundário, essas dívidas valem só R$ 2 bilhões, o que gera críticas: trocariam pouco por muito, quando a Oi precisa de dinheiro fresco. Do outro lado, argumentam que alivia juros e libera garantias para novos empréstimos.

Oi resiste e prioriza pagamento em dinheiro

A Oi e o gestor judicial rejeitam o credit bid. O plano exige venda por dinheiro; só se falhar, outras opções seriam votadas pelos credores.

O desfecho segue incerto, com o leilão podendo “dar branco” sem propostas viáveis.

Esta matéria é baseada na notícia original da Broadcast+, publicada no Estadão. Acesse a matéria original aqui.

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