A trajetória da Ambipar recuperação judicial ganhou um novo capítulo decisivo nos tribunais do Rio de Janeiro. O embate envolve gigantes do setor financeiro e uma dívida que ultrapassa a marca de 10 bilhões de reais.

Recentemente, uma tentativa do Banco Central de intervir no processo foi barrada pela Justiça, gerando grande repercussão no mercado de capitais. O foco da discussão são contratos complexos de derivativos feitos com o Deutsche Bank.

O juiz responsável pelo caso considerou que o momento para tal intervenção já passou, mantendo as diretrizes atuais do plano que corre sob sigilo. As informações sobre o caso foram divulgadas pelo Estadão.

O que muda na Ambipar recuperação judicial após decisão da Justiça?

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido do Banco Central para atuar como interessado no processo da Ambipar recuperação judicial. A decisão também rejeitou a restauração de garantias originais em contratos de swap.

O juiz Leonardo de Castro Gomes, da 3ª Vara Empresarial, alegou que a questão está preclusa, ou seja, o prazo para discussões técnicas solicitadas pela autoridade monetária já expirou desde a aceitação do pedido em 2025.

O interesse do Banco Central nos contratos de swap

O Banco Central buscava ingressar como amicus curiae, argumentando que os contratos entre a empresa e o Deutsche Bank afetam o mercado de câmbio. Segundo o BC, tais operações moldam expectativas de preços da moeda estrangeira.

A autoridade monetária pretendia restaurar a cessão fiduciária sobre CDBs e manter cláusulas de vencimento antecipado. Contudo, a Justiça manteve a suspensão dessas execuções, protegendo o caixa da companhia neste momento crítico.

Convocação da Assembleia Geral de Credores

Com a negativa ao Banco Central, o magistrado também homologou as datas para a Assembleia Geral de Credores (AGC). As reuniões estão marcadas para os dias 25 de agosto e 1º de setembro de forma híbrida.

O formato permite que credores espalhados pelo mundo participem das decisões. Este passo é fundamental para a Ambipar recuperação judicial, pois define se o plano de pagamento das dívidas de R$ 10,5 bilhões será aceito.

O pivô da crise entre Ambipar e Deutsche Bank

No centro da crise estão os green bonds, títulos de dívida sustentável emitidos no exterior. A empresa alega que o Deutsche Bank adotou práticas abusivas ao realizar chamadas de margem que gatilharam o vencimento antecipado das dívidas.

Por outro lado, o banco afirma que as movimentações foram motivadas pela variação cambial e taxas de juros. Esse impasse foi o principal motivo que levou a companhia a buscar a proteção da Ambipar recuperação judicial em outubro de 2025.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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