A partir de 2 de fevereiro de 2027, o mercado automotivo brasileiro enfrentará uma mudança significativa com a chegada do Imposto Seletivo. O novo tributo é um dos pilares da reforma tributária.
Popularmente chamado de imposto do pecado, essa alíquota incide sobre produtos que podem ser prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, o que inclui os automóveis vendidos em todo o país.
A novidade gera debates intensos sobre o possível aumento nos preços finais e a competitividade entre as diferentes tecnologias de motores, conforme divulgado pelo Estadão no Jornal do Carro.
Como funciona o Imposto Seletivo para os veículos
O Imposto Seletivo faz parte da transição para um novo sistema de consumo, que substituirá tributos como PIS, Cofins e IPI. Para o primeiro ano, as regras foram definidas por medida provisória.
As alíquotas de 2027 usarão o atual IPI como referência. O valor final vai variar conforme a potência, eficiência energética, tipo de combustível, itens de segurança e a capacidade de reciclagem do modelo.
Diferenças de preços entre elétricos, flex e gasolina
Simulações mostram que o imposto do pecado pode favorecer modelos mais limpos. Um carro elétrico teria alíquota de 5,20 por cento, enquanto um modelo flex nacional ficaria em torno de 7,62 por cento.
A situação é mais pesada para veículos movidos exclusivamente a gasolina, que podem atingir alíquota de 15,49 por cento. Esses cálculos mostram como o sistema mudará a disputa entre tecnologias no Brasil.
Quem terá direito à alíquota zero no novo imposto
Nem todos os carros pagarão o novo tributo. A legislação prevê alíquota zero para veículos de versão sustentável, mas o benefício não é automático para todos os modelos elétricos ou híbridos do mercado.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) precisará conceder um registro específico. Também estão isentos carros para taxistas, pessoas com deficiência ou com transtorno do espectro autista.
O efeito cascata e a insegurança do consumidor
Especialistas alertam que o impacto pode ser maior do que a alíquota isolada. “Com o IS, entendemos que haverá um aumento no preço final”, explica o advogado Leandro Genaro sobre a base de cálculo.
Isso ocorre porque o Imposto Seletivo entrará na base de outros tributos, como o ICMS, gerando um efeito cascata. Para o consumidor, a perspectiva de preços altos pode gerar muita insegurança na hora da compra.
Incertezas para as montadoras após 2027
A maior preocupação da indústria é a falta de previsibilidade. As regras atuais valem apenas até o final de 2027, e o governo precisa enviar um novo projeto ao Congresso para definir o que acontece depois.
A indefinição compromete investimentos bilionários das fabricantes. “O maior risco é justamente a quebra da confiança das montadoras e a previsibilidade de seus investimentos”, afirma o especialista Leandro Genaro.
A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: Estadão | Jornal do Carro.







