Nas últimas semanas, Guilherme Boulos, chefe da Secretaria‑Geral da Presidência, ganhou destaque ao integrar o conselho de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. A mudança ocorreu depois da desincompatibilização de ministros‑candidatos, que abriu espaço para o ministro do PSOL participar das discussões semanais de estratégia eleitoral.
Inicialmente, Boulos assumiu tarefas de visibilidade externa, como a defesa do governo nas redes sociais e a relação com movimentos sociais, além da coordenação do programa “Governo do Brasil na Rua”. Conforme divulgado por Notícias ao Minuto, seu papel foi ampliado quando foi encarregado da regulamentação do trabalho por aplicativos e do fim da escala 6×1.
A surpresa dos assessores do presidente está na rápida inserção de Boulos no núcleo estratégico, composto majoritariamente por aliados históricos do PT. A presença do ministro no conselho indica uma nova dinâmica de poder dentro da chamada cozinha do Planalto.
Integração ao conselho de campanha
O presidente Lula tem recebido regularmente o núcleo de sua pré‑campanha para debate de conjuntura e definição de estratégia política‑eleitoral. Entre os participantes estão Edinho Silva, presidente do PT, Sérgio Gabrielli, ex‑presidente da Petrobras, e José de Filippi Jr., futuro tesoureiro. Também fazem parte do grupo o senador Camilo Santana, o presidente da Fundação Perseu Abramo Paulo Okamotto, o ex‑ministro Gilberto Carvalho e a dirigente petista Mônica Valente.
Participação de altas lideranças
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, e Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social, são frequentemente ouvidos por Lula na construção da candidatura de reeleição. O marqueteiro Raul Rabelo, próximo de Sidônio, também atua como conselheiro de campanha.
Conflitos e negociações recentes
Boulos esteve no centro de controvérsias ao articular a revogação de decreto sobre concessão de hidrovias na Amazônia, enfrentando resistência de comunidades indígenas. Mais recentemente, o ministro confirmou o envio de projeto para acabar com a escala 6×1, decisão inicialmente anunciada por ele e contestada por parlamentares.
Perspectivas políticas
Especialistas apontam que a presença de Boulos no conselho não garante acesso ao seleto grupo de interlocutores como Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Rui Costa, que deixaram cargos para concorrer à eleição. No entanto, a proximidade com Lula pode abrir caminho para futuras candidaturas, inclusive à prefeitura de São Paulo ou até como sucessor político do presidente.
A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.








