O Governo Federal manifestou o desejo de integrar motoristas e entregadores que atuam via plataformas digitais ao sistema da Previdência Social. A medida visa garantir proteção estatal a esses trabalhadores sem, segundo a pasta, gerar novos impostos ou taxas abusivas.

O ministro Wolney Queiroz destacou que a intenção é oferecer um amparo nos momentos de dificuldade, mudando a percepção pública sobre o órgão. Ele acredita que a adesão desse grupo tornará o sistema financeiramente mais saudável e sustentável a longo prazo.

Além da inclusão digital, a gestão trabalha intensamente para modernizar processos internos e reduzir drasticamente o tempo de espera para a concessão de benefícios aos segurados, conforme divulgado pelo Estadão.

O futuro do trabalho por aplicativo e a segurança da Previdência Social

“Nós não estamos querendo taxar vocês. Nós não estamos querendo onerar o serviço. Nós estamos querendo proteger vocês, para que vocês fiquem embaixo desse guarda-chuva do Estado”, afirmou o ministro sobre o trabalho por aplicativo.

O objetivo central é atrair esse grande contingente de profissionais para que contribuam e tenham direitos garantidos. O ministro reforçou que a propaganda positiva sobre o órgão é essencial para conquistar a confiança dos novos trabalhadores brasileiros.

Sobre as filas, a meta do governo é arrojada. O ministro pretende deixar o volume de pedidos abaixo de 1,3 milhão até o fim deste ano. Esse número representa apenas o fluxo mensal natural, eliminando de vez o estoque de processos acumulados.

Meta de zerar as filas e transparência financeira

O desafio atual é manter o tempo de espera para benefícios abaixo de 45 dias. A pasta monitora de perto o fluxo de novos pedidos, buscando eficiência máxima para atender o cidadão que aguarda por uma resposta do Instituto Nacional do Seguro Social.

Em relação aos fundos de pensão, o ministro assegurou que não há recursos aplicados no Banco Master. Auditorias realizadas em 2024 ajudaram a Polícia Federal a identificar irregularidades em cidades, preservando o patrimônio total dos segurados.

Segurança contra fraudes e devolução de valores

O governo já ressarciu cerca de 4,5 milhões de pessoas que sofreram descontos indevidos. “Nunca na história do Brasil aconteceu isso, o governo devolvendo o dinheiro, procurando as pessoas”, declarou Queiroz, destacando o esforço de segurança digital.

Para evitar novos golpes, o acesso ao sistema tornou-se mais rigoroso, exigindo biometria. O ministro admite que isso pode dificultar um pouco o acesso inicial, mas ressalta que a medida é necessária para garantir que o dinheiro chegue ao dono.

O debate sobre uma nova Reforma da Previdência

Wolney Queiroz se posicionou firmemente contra novas mudanças nas regras de aposentadoria. Segundo ele, as reformas geralmente retiram dinheiro do salário ou aumentam o tempo de serviço, o que acaba penalizando quem está na ponta do sistema.

“Daqui a pouco a gente vai querer que a pessoa trabalhe até morrer. Eu sou contra a reforma”, afirmou. Ele defende que a solução deve vir da melhoria da produtividade e de revisões internas, sem sacrificar o bem-estar do trabalhador brasileiro.

A fonte original desta matéria é o Estadão e você pode conferir o conteúdo completo no link original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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