A disputa interna no Banco Master ganhou novos capítulos após o depoimento de Augusto Lima à Polícia Federal. O ex-sócio decidiu rebater as afirmações feitas anteriormente por Daniel Vorcaro.

Segundo Lima, não é verdade que o controlador da instituição desconhecesse os detalhes das operações de crédito consignado. Ele afirma que Vorcaro acompanhava tudo de forma muito direta.

O embate acontece em meio a investigações sobre o Credcesta, produto que gerou lucros expressivos para a empresa, mas que enfrenta diversas ações na Justiça, conforme divulgado pelo Estadão.

O depoimento de Augusto Lima sobre o Banco Master

O empresário Augusto Lima, ex-sócio da instituição, prestou depoimento no dia 15 de outubro. Ele afirmou que Daniel Vorcaro tinha conhecimento total sobre as carteiras de consignados.

Lima classificou como falsa a versão de que apenas ele cuidava dessa área. “Me causa muita dificuldade quando o Daniel vem dar um depoimento e diz o seguinte: ‘Eu não conheço nada de consignado, quem conhecia era Augusto’”, declarou.

A suposta participação de Daniel Vorcaro nas decisões

O ex-executivo reforçou que o Banco Master dependia fortemente dessa modalidade financeira entre os anos de 2019 e 2024 para gerar receita recorrente e manter seu crescimento de mercado.

Ele mencionou que Vorcaro dava ordens específicas sobre a movimentação dos ativos. Para Lima, isso prova que o sócio tinha pleno conhecimento do que era o consignado em toda a sua estrutura.

“Pelo que está no próprio inquérito de forma objetiva, ele em alguns momentos fala, ‘diga que tirou do fundo’, ‘diga que comprou uma carteira’, ‘troque isso aqui’, ‘faça aquilo outro’”, afirmou Lima.

O impacto do Credcesta nos resultados financeiros

O principal produto sob suspeita é o Credcesta, que operava como um cartão de crédito com desconto em folha. A modalidade foi lançada na Bahia e se expandiu rapidamente para outros 24 estados.

Esse sistema permitia que o banco vendesse as carteiras de crédito para outras instituições e fundos. Tal estratégia foi fundamental para que o banco alegasse um crescimento acelerado nos últimos anos.

A versão apresentada por Daniel Vorcaro à polícia

Em contrapartida, Daniel Vorcaro afirmou em dezembro que sua atuação era focada apenas em operações gerais. Ele disse que não entrava nos detalhes técnicos das originações de crédito consignado.

Vorcaro alegou que uma equipe específica foi montada por Lima para gerir esses produtos. O caso segue sob investigação para esclarecer as responsabilidades dentro da gestão bancária e administrativa.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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