O Palácio do Planalto reagiu com dureza à confirmação das tarifas de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros, anunciada pelo governo de Donald Trump. A medida é vista como um golpe nas relações comerciais.
Segundo o governo brasileiro, essa decisão representa um retrocesso significativo. A gestão atual prometeu não ficar de braços cruzados diante do que chamou de um momento negativo para a diplomacia entre os países.
Diante do cenário, o Brasil planeja acionar mecanismos internacionais de defesa comercial e aplicar medidas de compensação interna para proteger a indústria, conforme divulgado pelo Estadão.
Governo Lula repudia tarifas de 25% dos EUA e aciona Lei de Reciprocidade
Resposta imediata e medidas legais
Em nota oficial divulgada pela Secom, o Executivo afirmou que a data será lembrada como um marco lastimável. O governo informou que iniciará os trâmites para aplicar a Lei de Reciprocidade Econômica imediatamente.
Essa legislação permite que o Brasil responda a medidas unilaterais que prejudiquem a competitividade nacional. Além da retaliação interna, o tema será levado ao mecanismo de solução de controvérsias da OMC.
Equilíbrio comercial e a OMC
O governo brasileiro argumenta que não existem justificativas para as medidas. Segundo dados dos próprios americanos, os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões com o Brasil nos últimos 15 anos.
O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio, afirmou a Secom, destacando que o país nunca abandonou a mesa de negociações para defender seus interesses.
Proteção da economia e novos mercados
O comunicado destaca que o governo seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros. O foco será diversificar parcerias comerciais e abrir novos mercados externos.
A estratégia visa diminuir a dependência de um único parceiro e garantir que os produtos nacionais encontrem espaço em outras regiões, minimizando os impactos negativos das tarifas de 25% dos EUA no setor produtivo.
Críticas diretas à família Bolsonaro
A nota da Secom responsabilizou a família Bolsonaro pelo novo tarifaço. O texto afirma que as investigações tiveram colaboração ativa de falsos patriotas, agindo por objetivos eleitorais contra o próprio país.
O documento cita que o senador Flávio Bolsonaro participou de audiências nos EUA onde criticou o governo Lula. Para o Planalto, essas ações ajudaram a construir o enredo que resultou nas duras punições comerciais agora impostas.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria original através deste link: https://www.estadao.com.br/economia/governo-lula-repudia-tarifas-dos-eua-fala-em-acionar-lei-de-reciprocidade-e-culpa-familia-bolsonaro/







