O governo dos Estados Unidos lançou uma investida rigorosa contra as quatro maiores processadoras de proteína animal que atuam no mercado norte-americano. Entre as empresas na mira das autoridades estão a brasileira JBS e a National Beef, subsidiária da Marfrig, além da Tyson Foods e da Cargill.

A ofensiva ocorre em um momento de tensão econômica, com a Casa Branca buscando formas de controlar a inflação nos preços dos alimentos. O movimento foi detalhado durante entrevista coletiva com autoridades do alto escalão, conforme divulgado pelo Estadão.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirma que a concentração de mercado no setor de processamento de carnes atingiu níveis preocupantes. O foco da medida é combater práticas que o governo classifica como formação de cartéis e conluio na cadeia de suprimentos.

Entenda o impacto da ofensiva americana no setor de proteína

Peter Navarro, conselheiro sênior de Comércio e Manufatura, destacou que a prioridade da atual gestão é reduzir o custo de vida para os americanos. Segundo o governo, a concentração de 85% no setor de abate convida a práticas anticompetitivas e prejudica o produtor rural.

A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, afirmou que o cenário atual limita drasticamente as opções dos pecuaristas para a venda de seus animais. Ela ressaltou que, atualmente, as quatro maiores empresas detêm cerca de 70 subsidiárias, reduzindo o poder de negociação no campo.

Influência estrangeira e segurança nacional

Um dos pontos centrais da crítica oficial envolve a propriedade de parte dessas gigantes. Brooke Rollins classificou a dependência externa como uma ameaça à segurança nacional, mencionando que metade das empresas citadas possui capital brasileiro.

Além da estrutura de mercado, o governo americano aponta preocupações com históricos de corrupção e denúncias de trabalho escravo. Tais elementos, segundo as autoridades, estariam sendo utilizados como justificativa para fortalecer a repressão contra as processadoras.

Medidas práticas para baixar a inflação

O Departamento de Justiça revelou ter analisado mais de 3 milhões de documentos e entrevistado centenas de produtores. A expectativa é que um acordo seja anunciado ainda nesta semana, impactando diretamente os preços de carnes bovina, suína e de frango.

Como medida imediata, a administração pretende liberar milhões de acres de pastagem que estavam retidos. O objetivo é aumentar a produção interna e diminuir a dependência de estratégias corporativas que, segundo a Casa Branca, teriam desviado suprimentos para a China.

Procuradas, a JBS e a MBRF não comentaram as acusações das autoridades norte-americanas. A fonte original desta matéria é o Estadão e você pode conferir o conteúdo completo em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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