Em agosto de 2023, o governador Tarcísio de Freitas participou de um jantar na casa do cantor Latino, onde posou ao lado do empresário do funk Rodrigo Inácio de Lima Oliveira, da GR6 Explode. A reunião, que contou com carneiro e vinho, agora volta à mídia após a prisão de Oliveira na Operação Narco Fluxo, apontada como esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Oliveira, que publicou nas redes sociais elogios ao governador, foi detido na terça‑feira (15) pela Polícia Federal. Segundo a PF, a operação visou desarticular uma associação criminosa que movimentava valores ilícitos por meio de criptoativos no Brasil e no exterior. A investigação ligou o empresário a artistas de funk que, supostamente, ocultariam recursos do tráfico.

A reportagem do Notícias ao Minuto Brasil informou que, apesar de múltiplas tentativas, a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes não respondeu ao contato da imprensa sobre o encontro. A defesa de Oliveira nega as acusações, alegando que as transações financeiras são regulares e devidamente documentadas.

Contexto do jantar e a presença de Tarcísio

O jantar ocorreu em 12 de agosto de 2023, na residência do cantor Latino, que apoiava a agenda de Tarcísio e buscava aproximar o governador de empresários do entretenimento. Latino chegou a chamar o evento de “épico” e destacou a honra de receber o futuro presidente, segundo ele.

Repercussão política

Na época, Tarcísio era cotado como candidato à Presidência e o encontro foi interpretado por aliados como tentativa de angariar apoio. O governador, porém, negou qualquer intenção de campanha, enquanto críticos apontavam a proximidade com empresários ligados ao crime organizado.

Detalhes da Operação Narco Fluxo

A PF cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, envolvendo mais de 200 policiais federais. Além de Rodrigo Oliveira, músicos como MC Ryan e MC Poze do Rodo foram alvos, com a polícia estimando que o volume financeiro movimentado ultrapassasse R$ 1,6 bilhão.

Defesa de Rodrigo Oliveira

Os advogados criminalistas José Luis Oliveira Lima e Bruno Dallari Oliveira Lima afirmam que as transações referidas na operação correspondem a relações comerciais lícitas da GR6. Em nota, a empresa declarou que não praticou atos ilícitos e permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O caso reaviva o debate sobre a proximidade entre políticos e figuras do mundo do entretenimento, sobretudo quando há suspeitas de envolvimento com organizações criminosas. A origem das alegações ainda será verificada nos tribunais.

Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política

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