A Polícia Federal conduz uma investigação rigorosa sobre a entrada de cinco malas no Brasil que não passaram por inspeção de raio-X. O episódio ocorreu durante o desembarque de um voo particular vindo de São Martinho, no Caribe, em abril de 2025.

O caso ganhou relevância por envolver autoridades de alto escalão, incluindo o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira. A apuração tenta esclarecer por que os volumes foram liberados sem fiscalização adequada por um auditor, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto.

Devido à presença de parlamentares, o processo foi enviado ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou que a Procuradoria-Geral da República apresente um posicionamento sobre os fatos nos próximos dias.

Entenda o desenrolar da operação no aeroporto

A aeronave pousou no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque, São Paulo. Inicialmente, o protocolo foi seguido, mas a situação mudou quando o piloto retornou à área restrita com cinco volumes extras, que não foram submetidos aos aparelhos de raio-X.

Auditor sob suspeita de irregularidades

O auditor fiscal Marco Antônio Canella, que autorizou a liberação das malas, é peça-chave na investigação. Segundo a PF, ele reagiu com banalidade ao ser questionado por funcionários do aeroporto. O servidor já responde por suspeitas de corrupção passiva e contrabando.

Quem estava na aeronave particular

O avião pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, do setor de apostas online. Além de Hugo Motta e Ciro Nogueira, os deputados Dr. Luizinho e Isnaldo Bulhões estavam entre os 16 passageiros a bordo do voo privado.

Defesas e posicionamentos dos envolvidos

Hugo Motta afirmou que cumpriu todos os protocolos legais e aguarda a manifestação da PGR. O piloto alegou que os itens eram de seu uso pessoal, seguindo normas aduaneiras. O empresário dono da aeronave sustentou que o desembarque seguiu o processo normal de rotina.

Crimes investigados e próximos passos

O inquérito apura potenciais crimes de facilitação de contrabando, descaminho e prevaricação. Embora não seja possível afirmar o conteúdo das malas, a PF ressalta que a participação de políticos com foro privilegiado não pode ser descartada até o fim das diligências.

A fonte original é a [Notícias ao Minuto Brasil](https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2378372/entenda-investigacao-da-pf-sobre-entrada-de-malas-de-aviao-onde-estavam-motta-e-ciro-nogueira?utm_source=rss-politica&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed).

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