O debate sobre a redução da jornada de trabalho ganha novo capítulo em Brasília. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se mostrado firme ao negar acordos com o presidente da Câmara, Hugo Motta, sobre a chamada fim da escala 6×1. A informação vem do Estadão/Broadcast, que apurou detalhes das negociações internas.

De acordo com a reportagem, Motta afirmou que o governo recuou na intenção de enviar um projeto de lei e passará a apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) já em tramitação. Mesmo assim, o texto legislativo continua no radar do Executivo, que planeja encaminhá‑lo ao Congresso com urgência constitucional.

Especialistas e fontes próximas ao tema ressaltam que o governo ainda pretende avançar com a proposta, mantendo reuniões técnicas com a Casa Civil e o Palácio do Planalto ao longo da semana. O objetivo é definir o formato final antes de levar o documento à Mesa do presidente da República, conforme divulgado pelo Estadão.

O que está sendo proposto no projeto de lei

O projeto de lei que o governo pretende apresentar tem três pontos centrais: teto de 40 horas semanais, dois dias de descanso e garantia de que não haverá redução salarial. Esses itens já são pilares da PEC em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

PEC versus projeto de lei: diferenças estratégicas

A PEC avança pelo rito constitucional, exigindo votação em dois turnos e emendas em ambas as casas do Congresso. Já o projeto de lei seria enviado com urgência constitucional, obrigando a votação em até 45 dias e permitindo veto presidencial sobre trechos específicos.

Calendário e próximos passos

Segundo fontes, a admissibilidade da PEC será votada na próxima semana na CCJ, com plenário da Câmara marcado para o fim de maio. Paralelamente, o governo busca formalizar o projeto de lei em reunião com Hugo Motta, com expectativa de enviá‑lo ao Congresso a partir da próxima semana.

Impacto eleitoral e expectativa de aprovação

Analistas apontam que a proposta de redução da jornada pode ser usada como mote eleitoral, reforçando a agenda trabalhista da campanha do petista. O governo avalia ainda a realização de um evento no Palácio do Planalto para marcar o envio do texto ao Congresso, amplificando a mensagem para o eleitorado.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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