O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou que o governo pretende desbloquear R$ 7 bilhões do FGTS para cerca de 10 milhões de trabalhadores que ainda têm valores retidos por causa do saque-aniversário.
A iniciativa faz parte de um esforço maior para conter o alto nível de endividamento da população, sobretudo em um ano eleitoral em que a estabilidade financeira ganha destaque nas discussões públicas.
Marinho revelou a proposta durante entrevista ao programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, e citou as duas medidas provisórias assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que visam liberar recursos retidos para trabalhadores demitidos que optaram pelo saque-aniversário.
conforme divulgado pelo Estadão
Por que o governo quer liberar o saldo retido do FGTS?
Combate ao endividamento
Segundo o ministro, a liberação dos recursos ajudará a reduzir o endividamento de parte da população, criando condições para que os trabalhadores retomem suas rotinas financeiras sem pressões excessivas.
Quantia já liberada no ano
Marinho destacou: “Liberamos no primeiro semestre R$ 12 bilhões para 12 milhões de trabalhadores e, no final do ano, liberamos R$ 8 bilhões e meio para 14 milhões de trabalhadores”.
O papel da Caixa Econômica Federal e o erro apontado
O ministro acusou a Caixa de não ter liberado a totalidade dos recursos disponíveis, afirmando que ainda resta um “resíduo de R$ 7 bilhões” que está sendo estudado para liberação imediata.
Quem tem direito ao saque?
Estima‑se que cerca de 10 milhões de trabalhadores que aderiram ao saque‑aniversário entre janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025 ainda não receberam o valor integral ao serem demitidos.
Entendendo o saque-aniversário
Instituído em 2019, o saque‑aniversário permite ao trabalhador retirar parte do saldo do FGTS anualmente, no mês do seu aniversário. Contudo, em caso de demissão, o trabalhador só poderia receber a multa rescisória, deixando o restante do saldo bloqueado.
No final de 2023, o governo editou medida provisória que autoriza a liberação temporária do saldo retido para esses trabalhadores, buscando corrigir a restrição anterior.
A proposta de liberar os R$ 7 bilhões ainda depende da tramitação de projetos de lei na Câmara dos Deputados, conforme o ministro explicou ao referir‑se ao processo legislativo.
Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







