As exportações brasileiras de produtos agropecuários somaram US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026. Apesar da queda de 2,2% em relação ao ano anterior, o resultado é o terceiro maior da série histórica para o mês.

O volume exportado cresceu 7%, mas os preços médios caíram 8,6%, pressionados por cotações internacionais mais baixas. O agronegócio representou 42,8% das exportações totais do país, conforme divulgado pelo Estadão.

Esses números mostram a resiliência do setor, mesmo com desafios globais. A China segue como principal compradora, abrindo portas para análises sobre o futuro do agro brasileiro.

Queda nas Exportações e Destaques do Volume

Os embarques caíram US$ 244 milhões ante os US$ 11 bilhões de janeiro de 2025. Ainda assim, proteínas animais bateram recorde, com carne bovina in natura liderando em US$ 1,3 bilhão para 116 países.

Os EUA aumentaram compras da carne em 93%. Seis setores dominaram: carnes (US$ 2,58 bilhões), complexo soja (US$ 1,66 bilhão), produtos florestais (US$ 1,38 bilhão), cereais (US$ 1,12 bilhão), café (US$ 1,10 bilhão) e sucroalcooleiro (US$ 750 milhões).

Juntos, responderam por 79,8% do total, somando US$ 8,6 bilhões. Glicerina em bruto também recordou com US$ 46,9 milhões, alta de 114,9%.

Principais Destinos e Avanço na Ásia

A China importou US$ 2,16 bilhões, 20% do total e alta de 5,4%. União Europeia comprou US$ 1,69 bilhão (queda de 11%) e EUA, US$ 705 milhões (menos 31%).

Exportações cresceram para Emirados Árabes, Turquia, Filipinas e outros. Para a Asean, subiram 5,7%, bloco com 11 países como Indonésia e Vietnã.

Importações Menores e Superávit Positivo

Importações somaram US$ 1,633 bilhão, queda de 11,2%, com papel, trigo e salmão em destaque. Cacau caiu US$ 81 milhões, trigo US$ 58 milhões.

Fertilizantes subiram 1,1% para US$ 940 milhões, mas defensivos caíram 26,4%. Saldo comercial ficou em US$ 9,12 bilhões, leve recuo ante 2025.

A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.

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