A campanha eleitoral já começou e, com ela, surgem as promessas de um futuro melhor para todos os brasileiros. No entanto, muitos candidatos evitam tocar em feridas abertas da nossa economia para não perder popularidade.

Existem pontos cruciais que, embora sejam considerados impopulares, são determinantes para que o país volte a crescer de forma sustentável. Sem enfrentar esses desafios, o controle da inflação e dos juros fica seriamente ameaçado.

Analisamos agora os três pilares fundamentais que deveriam estar no centro do debate político atual, de modo a garantir a geração de emprego e renda, conforme divulgado pelo Estadão.

O desafio do ajuste fiscal e o peso da dívida pública

O primeiro ponto de atenção é o ajuste nas contas públicas. Atualmente, o Brasil possui uma dívida pública que atinge 81,9% do PIB, o que cria um ambiente de incerteza e mantém os juros em patamares elevados.

Não é possível que o país continue gastando tanto e buscando financiamento na escala atual. Um ajuste fiscal efetivo exigirá mudanças em áreas delicadas, e é fundamental que quem almeja a presidência detalhe como pretende equilibrar essas contas.

O controle rigoroso do arcabouço fiscal

Para reduzir os juros, é preciso frear o crescimento dos gastos. O Ministério da Fazenda sugeriu reduzir o aumento real das despesas, mas, desde 2023, o governo tem excluído certos gastos dos limites para evitar penalidades formais.

É essencial que os candidatos assumam o compromisso de acabar com esses dribles nas regras fiscais. Afinal, o fortalecimento do arcabouço fiscal é o que permite um ambiente econômico saudável, sendo o emprego o melhor programa social disponível.

A urgente necessidade da reforma administrativa

O terceiro ponto crucial é a aprovação da reforma administrativa. A máquina pública brasileira possui um número excessivo de carreiras e verbas extras, conhecidas como penduricalhos, que elevam salários acima do teto constitucional.

No último ano, o governo gastou R$ 408 bilhões com funcionários públicos, o que representa um aumento de 4,3% em relação ao período anterior. Sem uma reforma que organize essas carreiras, o custo da máquina continuará crescendo de forma insustentável.

Por que o silêncio dos candidatos preocupa?

Embora esses temas não sejam populares e possam custar votos, eles são a base para o crescimento. Reformas profundas precisam do empenho pessoal do presidente e do Congresso para que o país não permaneça estagnado no modelo atual.

Tratar dessas questões com transparência é o que diferencia uma plataforma eleitoral responsável de uma baseada apenas em promessas vagas. O futuro econômico do Brasil depende da coragem de enfrentar esses gargalos estruturais agora.

A fonte original desta notícia é o Estadão.

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