O cenário econômico brasileiro enfrenta um momento de forte tensão, com a moeda americana em patamares preocupantes. Especialistas alertam que o país corre o risco de entrar em um novo ciclo recessivo caso não ocorra uma mudança de rumo.
A pressão sobre a inflação e os juros elevados são consequências diretas da instabilidade atual. O governo federal agora enfrenta o desafio de equilibrar as contas para recuperar a confiança dos investidores e o controle do mercado financeiro.
O economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, analisa que a situação exige medidas impopulares e uma revisão imediata das prioridades fiscais brasileiras, conforme divulgado pelo Estadão.
A necessidade de um baita ajuste fiscal
Schwartsman destaca que o Brasil precisa de um baita ajuste fiscal, algo que exige uma mudança profunda na condução da política econômica atual para evitar o agravamento da crise financeira e social no curto prazo.
Segundo o especialista, o problema não está apenas na figura do ministro da Fazenda, mas nas condições políticas para implementar cortes necessários. O economista vê com ceticismo a possibilidade de uma guinada positiva em Brasília.
O desafio das convicções políticas
O ex-diretor do BC afirma que Lula mantém a ideia de que injetar dinheiro na economia gera crescimento automático. No entanto, ele ressalta que o país não possui mais capacidade ociosa para sustentar esse modelo hoje.
“Você pode colocar o maior economista do mundo ali, com as credenciais mais impecáveis, mas não resolve o problema, porque o problema não é o ministro da Fazenda. O problema são as condições políticas para fazer o ajuste”, diz Schwartsman.
Impacto no câmbio e na taxa Selic
A desvalorização do real frente ao dólar retira um vetor importante de redução da inflação. Com o câmbio pressionado, o Banco Central pode ser forçado a interromper o ciclo de cortes na taxa básica de juros, a famosa Selic.
O economista projeta que o Copom deve parar de reduzir os juros em breve. Se o BC cortar taxas com o dólar em alta, poderá atrair problemas ainda maiores para as expectativas de preços e para a dívida pública nacional.
O risco de uma nova crise econômica
O maior temor é que o Brasil repita o cenário recessivo visto entre 2015 e 2016. Schwartsman lembra que, naquela época, o PIB contraiu 3% ao ano, representando uma das piores crises registradas no país nas últimas décadas.
Para evitar o desastre, o governo precisaria adotar medidas como a reforma administrativa e a revisão de benefícios. Sem essas ações, o custo para o governo tomar dívida continuará subindo, tornando a trajetória fiscal insustentável.
A fonte original desta notícia é o Estadão, que traz detalhes sobre a entrevista completa com o economista Alexandre Schwartsman e os impactos para o futuro do Brasil. https://www.estadao.com.br/economia/entrevista-alexandre-schwartsman-lula-guinada-quarto-mandato/





