O setor agropecuário paranaense está prestes a dar um salto significativo em sua infraestrutura de base. A Coopavel, uma das gigantes do setor, anunciou investimentos robustos que transformarão a logística regional.
Com foco na verticalização da produção, a cooperativa planeja novas unidades para garantir o abastecimento de suas fábricas de ração. O movimento faz parte de um plano estratégico que abrange diversas frentes.
A iniciativa conta com apoio financeiro governamental e projeta um crescimento sustentável para os próximos anos, consolidando a marca no mercado interno e externo, conforme divulgado pelo Estadão.
A expansão da Coopavel e os novos rumos do agronegócio
A Coopavel, sediada no Paraná, está preparando para 2027 a abertura de duas novas unidades de grãos, localizadas em Nova Aurora e Cascavel. As obras devem ser concluídas até dezembro do próximo ano.
Unidades de armazenamento em destaque
Com um financiamento de R$ 79,9 milhões obtido via BNDES, as novas instalações terão capacidade para armazenar até 80 mil toneladas. Essa estrutura é vital para manter o fluxo das fábricas de ração.
Segundo Dilvo Grolli, presidente do conselho de administração, o armazenamento constante é uma necessidade estratégica do negócio. Ele destaca que, “Aqui você tem que armazenar o produto 12 meses”, para garantir a produção.
Entre os anos de 2024 e 2026, os investimentos totais da cooperativa devem ultrapassar a marca de R$ 1,2 bilhão. Com 8 mil associados, a projeção é elevar o faturamento em até 10% já no próximo ano.
Crescimento no abate de aves e pescados
Além da armazenagem, uma nova fábrica de ração está nos planos imediatos. A meta de Grolli é elevar o abate diário de frangos de 300 mil para 350 mil unidades até 2028, representando uma alta de 17% na operação.
No setor de piscicultura, onde a Coopavel ingressou recentemente em 2024, o objetivo é ampliar o controle sobre todas as etapas produtivas. Isso inclui desde a alimentação dos peixes até o processamento final da carne.
Ajustes no faturamento e mercado externo
A previsão de faturamento para 2026 foi ajustada de R$ 7,5 bilhões para R$ 7 bilhões. A mudança ocorreu devido à queda nos preços dos insumos e à lentidão na comercialização de grãos em escala global.
Apesar do ajuste, a receita esperada ainda supera em 11% os resultados obtidos em 2025. O setor busca agora capturar mais valor agregado, transformando commodities em produtos industrializados para exportação.
Exportações de miúdos e novos mercados
No cenário internacional, exportadores brasileiros aguardam a liberação da China para o envio de miúdos bovinos ainda em 2024. A demanda chinesa por esses itens é alta, especialmente para pratos da culinária típica asiática.
Lideranças do setor afirmam que, “É difícil que o sistema de cotas de exportação de carne seja alterado antes de 2028 e, por isso, amortizar efeitos será salutar”, visando proteger as margens de lucro das empresas.
Paralelamente, a indústria de massas busca alternativas na América Central após enfrentar dificuldades nos EUA. Países como Panamá e República Dominicana surgem como novos parceiros para o excedente brasileiro.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos acessando o link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.




