A Pátria Investimentos está colhendo os frutos de sua estratégia de internacionalização iniciada há uma década. Com aquisições estratégicas e um olhar atento ao mercado externo, a gestora consolidou sua presença global.
Atualmente, o motor dessa expansão é a área de mercados privados globais, conhecida como GPMS. Esse segmento se tornou o maior da companhia, superando frentes tradicionais de investimento dentro e fora do Brasil.
Sozinha, a divisão GPMS já gerencia 17 bilhões de dólares, uma fatia significativa dos 59,3 bilhões de dólares em ativos totais da gestora, conforme divulgado pelo Estadão.
O sucesso da estratégia de internacionalização do Pátria Investimentos
O crescimento acelerado aconteceu após a compra de uma fatia da britânica Abrdn e da norte-americana WP Global Partners. Esses movimentos permitiram ao Pátria Investimentos acessar mercados muito maiores.
Os mercados privados globais englobam ativos fora da bolsa, como infraestrutura, imóveis e crédito estruturado. Nos Estados Unidos e Europa, esses negócios movimentam valores que superam amplamente o cenário latino-americano.
Marco Nicola D’Ippolito, que lidera a área em Londres, afirma que a maior parte desse crescimento ocorreu fora do Brasil, devido à demanda crescente por investimentos internacionais de alta qualidade.
Gigante de investimentos foca em mercados privados globais
Diferente da atuação no Brasil, onde o Pátria faz a gestão direta das empresas, no exterior o modelo é indireto. A gestora constrói portfólios investindo em outros fundos especializados em pequenas e médias empresas.
Apenas o mercado de private equity focado em empresas de médio porte nos EUA e Europa movimenta 1,3 trilhão de dólares. Segundo D’Ippolito, o mercado secundário lá fora oferece uma liquidez que ainda não existe no Brasil.
Para o professor Antonio Gledson de Carvalho, da FGV, o acesso facilitado ao crédito de longo prazo no exterior é uma vantagem competitiva que permite aos fundos girar o capital com muito mais agilidade e segurança.
Estratégia indireta e diversificação em larga escala
A plataforma internacional do Pátria Investimentos monitora mais de 6 mil gestoras globais. O foco são empresas que faturam entre 50 milhões e 500 milhões de dólares, consideradas sementes para o mercado internacional.
Hoje, a gestora possui recursos alocados em 380 dessas gestoras, abrangendo cerca de 200 companhias na Europa e Estados Unidos. O time conta com 40 profissionais distribuídos em escritórios como Nova York, Chicago e Edimburgo.
Essa pulverização de oportunidades permite montar portfólios customizados para clientes que buscam diversificação geográfica. A área tem atraído entre 2 bilhões e 3 bilhões de dólares em novas captações todos os anos.
Retornos atrativos e o fluxo de capital para a América Latina
A estratégia tem gerado um retorno de caixa médio de 23% ao ano nos portfólios geridos. Esse rendimento elevado é possível graças às ferramentas de antecipação de liquidez aplicadas no mercado externo, algo raro por aqui.
Ao mesmo tempo, o Pátria atua na via inversa, trazendo investidores estrangeiros para o Brasil. A escalada geopolítica entre EUA e China colocou a América Latina como prioridade para investimentos em infraestrutura e energia.
Com esse fluxo de mão dupla, a gestora fortalece sua marca global enquanto oferece aos fundos da América Andina oportunidades de ouro nos países desenvolvidos, mantendo um ciclo de crescimento constante e robusto.
A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







