O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deu sinal verde para um plano que promete transformar o funcionamento da Comissão de Valores Mobiliários no Brasil.

A medida visa retirar a autarquia de um estado de inércia, garantindo que o xerife do mercado tenha recursos e pessoal para fiscalizar movimentações financeiras de forma eficiente.

O plano foca em metas agressivas de julgamentos e na contratação de novos servidores para o órgão, conforme divulgado pelo Estadão.

STF decide pela reestruturação da CVM para combater atrofia no mercado financeiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, homologou o plano de reestruturação da CVM para resgatar a autarquia de um cenário crítico. Segundo o magistrado, o objetivo central é tirar o órgão da “paralisia em que se encontra”.

A decisão veio após Dino considerar que insuficiências apontadas anteriormente foram corrigidas pela União. Agora, a meta é fortalecer a fiscalização do mercado e garantir que crimes financeiros e fraudes sejam combatidos com maior rigor e agilidade no Brasil.

Metas de julgamentos e novos servidores

Dentro do novo cronograma estabelecido, o colegiado da CVM precisará julgar ao menos 150 processos até o final de 2026. Além disso, o plano prevê a recomposição de 154 vagas para o cargo de inspetor federal, o que é essencial para a análise técnica de ilícitos.

Para Dino, essa estrutura robusta é vital para a segurança do país. Ele destacou que “é rigorosamente imprescindível, para o combate à corrupção e às facções criminosas, que a CVM tenha efetivo controle sobre o sistema financeiro”, em conjunto com outros órgãos como o Banco Central.

O fim da asfixia orçamentária

A crise na Comissão de Valores Mobiliários era agravada pela retenção excessiva de recursos pelo Tesouro Nacional. Entre 2023 e 2025, de R$ 3,2 bilhões arrecadados com taxas, apenas R$ 845 milhões chegaram efetivamente aos cofres da autarquia.

Para resolver isso, Dino determinou que 70% da Taxa de Fiscalização seja repassada diretamente à CVM. O ministro apontou que houve uma “atrofia institucional” por mais de uma década, o que prejudicou seriamente o monitoramento de fraudes no mercado de capitais.

Unanimidade no STF e ação do partido Novo

A reestruturação da CVM atende a uma ação movida pelo partido Novo, que questionava o uso dos recursos da taxa fiscalizatória. O plenário do STF referendou a liminar de Dino de forma unânime, consolidando o apoio institucional à recuperação total do órgão fiscalizador.

Com a verba garantida e as metas estabelecidas, espera-se que a CVM recupere sua plena capacidade operacional. A prioridade imediata será o estoque de 1,5 mil processos pendentes, dos quais 30 já foram identificados como prioritários pelo alto potencial de punição.

A fonte original deste conteúdo é o Estadão, e você pode conferir os detalhes na íntegra através do link original abaixo.

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